Sabe quando você está no ônibus ou na fila do banco e um celular toca e a pessoa – que até então você não conhecia – atende e você passa a saber tudo que está acontecendo na vida dela, porque ela desanda a falar em alto e bom som? Mais desagradável só quando essa pessoa é alguém que na sua frente e que supostamente saiu com você para jantar.

O limite entre o público e o privado está cada vez mais esquisito em tempos de big brothers, gossip shows, celulares, bluetooth (sempre que vejo alguém usando, demoro a me tocar e acho que a pessoa é louca e está falando sozinha).

Para bloquear os sem noção, saiu na Veja que alguns advogados compraram um minibloqueador de celular que emudece telefones num raio de até 10 m. O motivo? Não ter mais audiências interrompidas por ministros, parlamentares e juízes que insistem em atender ao celular no meio de audiências.

Segundo a revista: Um advogado, que por motivos óbvios prefere o anonimato, explica: “Como eles são importantes, acham que podem interromper a conversa a toda hora para atender o celular e o diálogo não flui…”.

O preço do silêncio? Entre U$600 e 900. 

Anúncios