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Li nesse final de semana a biografia de Tim Maia. Só não digo que é inacreditável, porque sempre acredito nas biografias que leio. Vale à pena ler o vale tudo do cantor,  grande expressão do funk-soul brasileiro, talentoso, perfeccionista ao extremo na música, mas cheio de problemas de auto-estima e relacionamento.

Dentre algumas histórias hilárias,  o roubo de carro na primeira ida aos EUA (que lhe proporcionou a visita a 9 estados) e a busca por Roberto Carlos, em SP, durante a Jovem Guarda – depois de um dia inteiro tentando falar com Roberto, em vão, ele termina na porta do cantor, com um prato de comida cedido pela empregada de Roberto, já vencida pelo cansaço e compadecida por Tim.  

As histórias são muitas e falam dos problemas com peso, mulheres, manias e drogas, além de péssimo (des)controle de dinheiro. A popularidade e o humor ácido e debochado de Tim ficaram refletidos em duas expressões que vemos em muitas camisetas: “Depois de duas semanas de dieta, perdi 14 dias” e “Não bebo, não fumo, não cheiro, mas às vezes minto um pouco”.

O próprio autor, Nelson Motta, disse em uma entrevista que: “Tim Maia foi o cara mais maluco que eu conheci – e olha que eu conheço muitos malucos”.

Para quem não viu nenhum show de Tim – ou porque na época não curtia ou porque o mesmo não foi -, vale procurar no Youtube os vídeos. Eu vi um show dele, na Praia de Copacabana, lotado e com todo mundo naquela dúvida se ele ia ou não. Achei esse vídeo aqui, com ele cantando Do Leme Ao Pontal, que é de lei em toda festa de Reveillon ou de final de ano. Agora que li a biografia, sei que essas blusas com cores metálicas fizeram parte de um momento em que ele estava tentando se sentir melhor, ter melhor aparência. E por isso chegava também a trocar várias vezes de roupa durante uma apresentação.

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