Livros feitos de papelão colhido nas ruas. Uma utopia? Não. Verdade. A editora chama-se Eloísa Cartonera e as publicações são feitas de papel comprado de catadores. Enquanto normalmente estes ganham 0,30 pesos por quilo de papel, no projeto ganham 1,50. E os desenhos das capas são pintados à mão por meninos que deixaram de catar papelão e passaram a integrar o Cartonera, ganhando 3 pesos por hora. 

 

A idéia é gerar mão de obra criativa e genuína, sustentada pela venda dos livros, que são acessíveis e vendidos nas ruas, em espécie de performances, além de em algumas livrarias. São publicados materiais da Argentina, Chile, México, Costa Rica, Uruguai, Brasil, Peru, com a premissa de difundir autores latinos. O catálogo conta com obras inéditas de autores como o argentino Ricardo Piglia, o chileno Gonzalo Millán e os brasileiros Haroldo de Campos e Glauco Mattoso. No site, você pode fazer encomenda. Só senti falta de poder ver as capas e ler um pouco de cada livro. O projeto passou por aqui na última Bienal em SP. Achei uma imagem no flickr que dá pra ter uma noção de como era o estande (apesar de que o da foto não é o de SP). Quer saber mais? http://www.eloisacartonera.com.ar

 

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