Foi inaugurada sábado passado, bem longe de nós, no Louvre, a exposição Babylone. A mostra reúne material da época (2000 a 539 a.C.) e também sobre a mitologia que ronda a cidade mesopotâmica, onde teria sido erguida a Torre de Babel. Os cuidados da expo são muitos: além da luz especial, só 500 pessoas por vez podem admirar as estatuetas, papiros,  colares, brincos e objetos cotidianos.

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Os adjetivos pra cidade são muitos e contraditórios: berço da civilização, paraíso de jardins suspensos, leito de depravação. Os registros indicam que o povo era especialmente avançado em campos como arquitetura, agricultura, astronomia e direito  – um de seus reis, Hamurabi, editou um código que leva o seu nome e foi um dos pilares universais do Direito. Uma estela de basalto com sua inscrição está na mostra.

O rei Nabucodonosor teria erguido os Jardins Suspensos, uma das sete maravilhas do mundo antigo, para consolar sua esposa prefeira Amitis, que vivia com saudades dos campos e florestas de sua terra. Vários relatos trazem informações sobre o local, que teria seis montes de terra artificiais, com terraços arborizados, apoiados em colunas de 25 a 100 metros de altura. Chegava-se a eles por uma escada de mármore.  Os terraços foram construídos um em cima do outro e eram irrigados pela água bombeada do rio Eufrates. Nesses terraços estavam plantadas árvores e flores tropicais e alamedas de altas palmeiras. Dos jardins podia-se ver as belezas da cidade abaixo.

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Jardins Suspensos imaginados por Martin Heemskerck

Caracterizada na Bíblia como símbolo da soberba e da idolatria e considerada pelos hebraicos e cristãos inimiga arquétipica do “povo de Deus” (os babilônios destruíram Jerusalém, levando os judeus ao exílio), a cidade foi tema para romances, pinturas, poemas e filmes.  Entre um rei e outro, Babilônia dominou o Oriente Médio e algumas de suas heranças literárias é o pomea épico Gilgamesh, que marcou criações posteriores como Homero. Em 539 a.C, o rei persa Ciro derrotou os babilônicos, anexou a cidade e libertou os judeus do exílio. Quando Alexandre Magno conquistou a Pérsia, fez da Babilônia a sua capital. Anos mais tarde, a cidade foi completamente destruída pelos partos

Segundo Wikipedia: “Temos, hoje em muitos países, costumes e práticas que nasceram em Babilônia. Muitos costumes nativos dessa cidade inclusive influenciam várias religiões espalhadas pelo mundo como, por exemplo, a imortalidade da alma humana, o espiritismo (falar com os mortos), o uso de imagens na adoração, o uso de encantamentos mágicos para dominar ou expulsar demônios, um grande poder da classe sacerdotal e também a trindade ou utilização de deuses tríades.”

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