Rita Lee para o Jornal da Tarde.

O que a inspira hoje a criar canções?
Eu e minha vidinha besta.

Aliás, não há muito tempo, você disse que estava ‘numas’ de música instrumental. Que estava cansada de vozes. Ainda está?
Não é exatamente de vozes que estou de saco cheio, estou sem paciência para ouvir discursinhos.

Você faria o mesmo que Roberto Carlos fez se escrevessem uma biografia não autorizada sobre você? Processaria seu biógrafo com todas as forças?
Meu, mas as melhores biografias são as não autorizadas! Geralmente, a vida do artista é tão sem sal que até pega mal. Poranto, se você quiser escrever uma biografia minha, fique à vontade para escrever, se possível, uma cheia de mentiras.

O que existe de rock´n roll em você quando não está no palco? Vai a lugares tipo show do Bob Dylan, show do Rolling Stones, à Galeria do Rock, no centrão de São Paulo?
Quando não estou no palco pago para não sair de casa. Leio um livro atrás do outro, às vezes três de uma vez, cuido dos meus bichos, da minha horta, faço faxina, jogo paciência, brinco com minha neta. Já fui todos os clichês que uma roqueira pode ser, hoje me dou ao luxo de ser uma mistura de Vovó Donalda com Dercy Gonçalves.

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Rita Lee

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