Inseguranças, confissões e a união pelas consequências e convivência são a tônica de Darjeeling Limited. No filme, durante uma viagem para o interior da Índia, três irmãos buscam sanar as diferenças e as distâncias causadas pela morte do pai. 

A idéia da viagem em conjunto vem de Francis, o irmão mandão e mais velho, que tem problemas com a ausência do pai (no meio da história, descobrimos que suas feridas no rosto foram causadas por uma tentativa de suicídio de moto). Os outros irmãos também revelam aos poucos seus problemas: Jack tem uma relação mal resolvida com a ex-namorada e Peter está prestes a ser pai e não sabe como encarar a novidade.


Olha que máximo as paredes!

No meio do filme, Francis revela que planejou um encontro com a mãe, interpretada pela ótima Angelica Houston. Em busca da paz interior e isolamento, ela está confinada numa espécie de convento. Adorei o visual Angelica halt-catolic-half-indian.

Além das cores incríveis, gostei do filme por não ser óbvio: nem no cenário, nem nos diálogos, nem nos atores ou figurino (o set de malas é Marc Jacos para LV, coisa fina). A narrativa trata de maneira inusitada sobre redenção, perdão e reconcilicação. O clima é de comédia sutil.

Ah! Vale à pena ver o curta que antecede o filme, com Natalie Portman.

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