Começou ontem, na Galeria Coletivo (em Pinheiros, SP), a expo LetsLOMO, que reúne 21 painéis compostos por mais de 1.000 fotografias feitas por lomógrafos de todo o Brasil. As lomos, que são máquinas sem nenhum recurso digital, conquistaram os fotógrafos sem frescura, que prezam pelo ponto de vista e alguns deles estão nessa mostra itinerante. A precariedade das lomos resulta em fotos com cores super saturadas, obtidas por processos alternativos de revelação, onde a experimentação é palavra-chave.

A lomografia apareceu nos anos 90, quando dois jovens vienenses, de férias na República Theca descobriram a Lomo Kompact Automat, câmera compacta desenvolvida pela fábrica russa Lomo. Logo a maquininha virou febre entre os jovens austríacos, impulsionando a criação da Lomographic Society Internacional (LSI), que além de vender e fabricar a LCA e novos modelos lomográficos, congrega grande parte dos lomógrafos do mundo. 

Em tempos de photoshop, fico impresionada com a desvalorização da realidade, da essência simples e do olhar fotográfico como ponto principal da imagem. Mesmo com a massificação dos recursos digitais, há os resistentes, para nossa sorte.

Foto feita com lomo pela Mari Newlands, no nosso amado Garcia e Rodrigues

 

Quer saber mais? http://lomography.com.br  

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