Buzinas e freiadas bruscas acabam com o meu humor. Acho péssimo ter essas interferências agressivas e muitas vezes descabidas no dia a dia, que já é super tumultuado, cheio de temores e tudo o mais que nós sabemos. Então, quando vi Into the Wild, me bateu uma depressão pelo tempo perdido. Tive sensação parecida quando fui pra Ilha Grande esse ano e vi vários pescadores e cozinheiras vivendo ali nas casas montadas na areia. Pensei nos exageros de consumo, nos gadgets que viram imprescindíveis e nos sonhos altos levados essencialmente pelo “quanto eu posso gastar”.

O filme, inspirado em uma história real, dirigido por Sean Penn e com trilha de Eddie Vedder, é uma porrada na consciência. Sou super urbana e não me imagino feliz vivendo metade das experiência do filme. Mas, a essência dele mexe com qualquer um. Olha o trailer:

Ok. Continuo querendo meu iPhone, e agora versão 3G, mas, me pergunto por quê não fico mais tempo em silêncio ou sem fazer nada, somente olhando o dia passar.

PS: Camilla, valeu pela dica.

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