Eu adoro séries. E adoro filmes de época. Então, depois de Roma (que é imbatível no preenchimento dos dois quesitos), arranjei um novo passatempo: The Tudors. Apesar dos personagens e do desenrolar da trama não terem carisma o suficiente para me fazer querer chegar em casa mais cedo para acompanhar os capítulos, estou gostando bastante. O figurino é incrível e sempre acho delicioso acompanhar como, desde sempre, ambição, orgulhos mal resolvidos e desejos reprimidos podem resultar em guerras (pessoais ou não).

Nas aulas de história, eu ficava fascinada pelas explicações sobre as dinastias e achava incrivelmente romântica a paixão cega de Henrique VIII por Ana Bolena, que o teria feiro ultrapassar as leis divinas e fundar a Igreja Anglicana para conseguir se divorciar de sua primeira mulher, Catarina de Aragão, e se casar com ela. Mas, na série e no filme “A Outra” (sobre as irmãs Bolena), a paixão não é assim tão a força matriz da história toda. A demonstração do poder a qualquer custo, os caprichos luxuriosos e a consciência pesada por ter se casado com a mulher do seu irmão falam mais alto. Seja qual tenha sido o motivo, ainda adoro a idéia de contestar uma força imensa que era a Igreja para satisfazer desejos próprios. A idéia é, no mínimo, instigante (sejam as causas nobres ou não).

Estou alugando a primeira temporada na locadora. Mas, a segunda está no ar, todas as quintas-feiras, às 21h, no People & Arts.

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