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Em momentos de tensão, desespero e angústia, a gente logo pensa: vou largar tudo e viajar por aí. A sensação de liberdade, de despreendimento e de novidade, de estar em um lugar onde ninguém pode te julgar, onde ninguém te conhece, é realmente fascinante.

Então, quando eu comecei a ler Comer, Amar, Rezar (que a amiga da Vicky pediu para a atendente da livraria como “Beber, Cair, Levantar” – o que no fundo também faz sentido, metaforicamente), pensei: eu quero. Eu quero viajar pra 3 lugares distintos, inimagináveis e de línguas e costumes que, nem de longe, domino.

A saga – real – começa quando a protagonista está deprimida, descontrolada, envolvida em um relacionamento falido, no qual nem sabe mais se acredita recuperar, apesar do amor ainda existir . E daí, ela decide viajar. Escritora, ela tem essa viagem bancada pela editora, que diz saber que dessa experiência terminará saindo um livro.

(suspiro 1).

Na primeira parte ela (re)descobre levezas e prazeres mundanos, simples, na Itália. Estou na segunda parte, que se passa na Índia, onde ela tem que olhar para dentro, ainda que não queira. E, enfim, já estou ansiosa pro final.

Clichê ou não, fiquei presa pela narrativa dela, sem rodeios, sem floreios, objetiva e sincera. E, claro, os ambientes por onde ela passa e as pessoas que conhece são incríveis e mereciam estar no diário de cada um.

(suspiro 2).

A mesma sensação de chutar o balde, decidir plantar nabo em Mauá e be happy eu tive quando vi Into the Wild, que, também é uma história real.

Alguém, por favor, põe logo uma mochila nas minhas costas e na do André?

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