Ainda estou abalada pela perda de Michael Jackson. Quanto à vida pessoal, se era maluco, egocêntrico, pertubado, pra mim, é indiferente. O que ficou registrado foi a grandiosidade do trabalho, o estilo único e as idéias geniais.

Lembro que toda vez que ele lançava um clipe, o Fantástico trasmitia em primeira mão. Lá em casa ficávamos todos sentados no sofá, esperando, até o último bloco, ansiosos. Depois que o clipe passava e a gente recolhia o queixo do chão, a sensação era de: nunca vi nada igual e nunca verei.

Dangerous-MichaelJackson

A sensação só durava até o próximo, quando ele vinha e surpreendia de novo. Lembro que o lançamento do clipe Black or White (1991), foi uma loucura. A gente  correu no dia seguinte para a Gramophone, para comprar o LP e não parávamos de ouvir. Os recursos de computação gráfica usados era algo que nunca tínhamos visto antes. Quando vimos a cena dos rostosquando se fundem, para depois se transformarem em outro – quase caímos para trás.  A capa de Dangerous é capítulo à parte: impressionante e assinada por Mark Ryden.

Hoje, revi o clipe de Scream, dele com a Janet. O investimento foi um dos maiores da história da música: ficou na casa dos 7 milhões de dólares. O clipe e a música estão longe de estar nos meus top-michael. Mas, na hora do break solo e na hora da dança em parzinho, você logo vê porque Michael é Michael.  Ninguém dança que nem ele.

Inegável: o cara era o rei do pop.

Anúncios