Vai rolar ano que vem a Expo Xangai 2010, com o tema Desenvolvimento Urbano com Qualidade de Vida. 

Vi hoje o projeto do pavilhão de Xangai, assinado por arquitetos do Atelier Feichang Jianzhu  e achei amazing. O espaço é, simplesmente, criado a partir do reaproveitamento de caixas de CDs. A face externa do pavilhão – que remete aos sonhos, ao lúdico – é toda feita de tubos plásticos e após o término do evento, eles podem ser reciclados, reduzindo o desperdício de material.

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Xangai
joga no lixo, por ano, cerca de 30 milhões de CDs e apenas 25% são reciclados ou voltam para os seus frabricantes. Uma vez recolhidos e lavados, eles podem ser reaproveitados para produzir fibras de policarbonato e virarem outros produtos.

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A iluminação do pavilhão será feita por leds e o exterior pode ter sua aparência modificada várias vezes, por um sistema tecnológico. Uma parte da infraestrutura visa o aproveitamento da energia solar e da água da chuva: o teto tem tubos que captam energia solar e geram eletricidade e a água coletada é reciclada e usada para manter agradável a temperatura dentro do espaço.

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O pavilhão do Brasil foi desenhado por Fernando Brandão, sob o nome Pulsing Cities. A estrutura é de madeira reciclada pintada de verde e dentro, bem… fiquei até com tristeza, depois de comparar com o de Xangai. Fico realmente sem entender porque tudo tem que ser tão caricato quando se fala do Brasil.

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Gente, vocês estão vendo ali a Hebe, perto do Lula, do Silvio Santos e do Tom Jobim?

Ai.

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