Você baixa músicas, vídeos, séries e um dia se depara com leis de direitos autorais, que podem te cobrar U$24 mil por 24 faixas baixadas. Isso é certo? 

O filme RIP : a remix manifesto fala sobre a linha tênue e ainda incerta no embate direitos autorais X livre expressão. Não seria maravilhoso simplesmente poder usufruir da democracia criativa que a web permite? Para uns sim, para outros não.

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Girl Talk

Para defender a idéia do Grátis, o diretor Brett Gaylor  usa como ponto central o Girl Talk, sua banda preferida, que compõe a partir de mash ups. Em um dos exemplos, ele mostra uma música do Girl Talk que tem 21 citações de outras e, caso o CD fosse lançado, somente com essa faixa, a banda teria que pagar aos 21 autores U$4 milhões pelos direitos autorais de reprodução + comercialização. Além de toda a questão de grana, outro ponto importante é levantado: a música é feita a partir de outras, mas, essa mistura dá outra música que… é do Girl Talk.

O manifesto se baseia em cinco pontos. São eles:

  • Culture always build on the past
  • The past always tries to control the future
  • Our future is becoming less free
  • To build free societies you must limit the control of the past.
  • Entre os entrevistados, Lawrence Lessig, criador do Creative Commons; o cartunista underground Dan O´ Neil, fundador do grupo Air Pirates, processado pela Disney por criar cartoons zoando personagens como o Mickey e o Pato Donald, que apareciam envolvidos em cenas de sexo e drogas; e os brasileiros Gilberto Gil e DJ Marlboro.

    rip-a-remix5Dan O´Neil

    Você pode baixar o filme aqui.

    E olha o trailer:

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