A produção de embalagens ecologicamente corretas ainda é um desafio por aqui, tanto pelo custo, quanto pelo fato de que poucos já se conscientizaram de que a atitude correta, que é reaproveitar e não desperdiçar, é o que mais conta. Ontem, falando com a Frau no telefone, comentei: “todo mundo tem ecobag. Mas, não uma ecobag e sim umas 10 ecobags, de diferentes cores e formatos, que são usadas para ir à praia, academia e raramente na hora das compras.” Ou seja: nada eco…

Fora outro dilema estilo vendemaisporqueéfresquinho ou éfresquinhoporquevende mais: o plástico demora para se decompor, mas permite uso mais prolongado do que o papel, por ser mais resistente, além de gastar bem menos energia na hora da produção. Já o papel é mais poluente na hora de ser produzido, mas permite reciclagem de melhor qualidade e menor custo… ou seja: o que fazer?

Então, quando vi hoje a embalagem nova da Puma, criada em parceria com a fuseproject, adorei pela solução: uma sacola molenga, simples, mas estruturada por uma caixa de papelão ainda mais simples, dentro da qual o tênis vai embalado. O design ficou atrativo e permitirá com que 60% dos custos de água e energia sejam poupados em um ano.

A embalagem demorou 21 meses para ser criada, depois de cerca de 2 mil idéais e mais de 40 protótipos diferentes desenvolvidos. Além de toda a redução dos custos de água e energia, ela também, reduz o custo de envio, por ser leve.