Cena do filme De olhos bem fechados

O desejo sempre movimentou a humanidade. Permeando o nosso lado negativo ou positivo, ele faz parte da nossa relação com o mundo, com as pessoas e com os objetos. Semana passada portal de tendências WGSN publicou um artigo que fala justamente sobre o desejo, de acordo com análises da neurocientista Stephanie Ortigue.

Desire: um dos personagens de Sandman, que assume tanto a forma masculina, como a feminina.

Alguns dados interessantes:

– Quando somos atraídos por alguém ou alguma coisa não ativamos o mesmo lugar do cérebro que ativamos quando sentimos desejo.

– O desejo por alguém ou por uma bolsa ativa o mesmo ponto no cérebro.

– Quem está com a auto-estima em baixa não consegue sentir desejo. Faz parte do desejo se sentir atraente ou ver-se usando tal roupa. É isso que distingue atração (passivo) de desejo (ativo).

– O desejo, em contraste com a atração, é o resultado da combinação do cérebro processando o que ele vê + idéia pré-concebida do que deve ser desejado.

– A atração é causada por outras combinações, como a compreensão da intenção do outro + auto-consicência (self -awareness).

Cena de 2046

Com a pesquisa, ela já detectou que o passado de cada um é fundamental para entender o desejo de uma pessoa pela outra e que o desejo é totalmente inconsciente e automático. O cérebro constantemente redesenha idéias sobre o que é desejável. Segundo ela, “ele muda a todo momento. Então, ao bombardear pessoas com imagens, você pode modificar a representação delas mesmas e a ativação no lobo parietal, onde o desejo nasce. Daí, o porquê das top models provocarem tanto furor: elas representam, hoje, o que institucionalizamos como padrão máximo de beleza.

A atividade subliminar do cérebro tem sido usada para entender tendências. Ortigue acredita que a neurociência pode falar muito sobre a indústria da moda e vice-versa.