Nas últimas semanas, entramos no escritório em uma polêmica: os e-readers substituirão os livros? Os livros impressos irão sumir? Bom, faz muitos anos que a gente vê mídias novas aparecendo e, até então, nenhuma delas sumiu.

Na minha opinião, os e-readers ainda vão revolucionar, e muito, a nossa relação com o tátil e com o próprio ato de ler. As vantagens são muitas: a ocupação menor de espaço (num mundo onde o m2 é cada vez mais caro), o preço muito mais barato, a facilidade na compra (em qualquer lugar com conexão, você faz o download) e a possibilidade de convergência das mídias: em um iPad, por exemplo, podemos ser apresentados a uma ficção com direito a palavras, músicas e imagens em movimento. Imagina quando uma história for contada dessa maneira: no meio do texto, entra um “clique pra ver mais”, um “ouça aqui”…

Maaas, é claro que entrar uma livraria e levar um livro novo, que nem pão quentinho, embaixo do braço, envolve muito prazer. E nem se compara o clique (ainda que com zoom) em uma fotografia ou foto de arte com folhear um livro de imagens em tamanho grande … ou virar uma página e ficar horas viajando nas cores e texturas do impresso.

O fato é: nesses 6 meses, na Amazon,  a venda dos livros de capa dura foi maior via Kindle do que via papel. Isso já mostra uma revolução.

A paixão pelos livros continua para os seus amantes, seja ele palpável ou digital. Então, quando vi esses trabalho, que certamente foi feito pensado nos amantes dos livros, fiquei com dó.

O vídeo se chama The Diary off a Disappointed Book, foi feito pelo Studiocanoe e fala sobre o ciclo de um livro.

 

PS: Mari Newlands, lembra da nossa historinha da fila dos livros, com senha na mão, esperando para serem lidos? Me lembrou…