O que mais gosto nos filmes franceses é a instrospecção dos personagens, a narrativa lenta (mas, não monótona), seguindo um tempo próprio e próximo, como se estivéssemos vivendo o que o personagem nos conta. Esse final de semana, André trouxe 3 DVDs com ele e o primeiro que quis ver foi Stella. Nem sabia a sinopse e nem que era francês. Mas, depois de poucos minutos, quando vi, já estava dentro do filme.

Stella é auto-biográfico e conta a história de uma menina pré-adolescente, classe baixa, entrando num colégio novo, voltado para alunos bem mais abastados. Ela vive com os pais, em cima de um bar na periferia de Paris. O dia a dia? Colégio pela manhã e noite ao lado de bêbados, com música e sinuca (e ocasionais brigas) rolando até amanhecer. Como os pais são ausentes, deixando-a levar a vida como achar melhor, quando pode, troca impressões com Alain, frequentador do bar.

Stella e Alain

Jogando pôquer com pai e amigos

Apesar de muito quieta, ela termina fazendo amizade com a melhor aluna da sala, Gladys, filha de intelectuais. É aí que um novo mundo se abre para ela. Observadora e madura, em nenhum momento ela fantasia sobre a sua situação ou finge não ver o casamento dos pais declinarem. Aberta a aprender coisas novas, termina absorvendo novas visões de vida, que logo se integram às suas.

Gladys e Stella

O filme se passa na década de 70 e o o figurino dela é inspirador