Quando cheguei perto do MOMA, num dia de semana chuvoso e frio, e vi uma fila, pensei: será que isso tudo é para entrar no museu? E…era. Acho que foi a única fila que me fez abrir um sorriso. A expo que estava rolando era do Matisse, que tinha visitação com horário marcado, com duração de somente meia hora. Mas, a obra permanente é de chorar.

Essa visita somada a do MET foram os pontos altos da viagem. Como pode tanta história reunida em dois lugares? Como já tinham me dito: “esquece a idéia de que vai ver tudo. Só o MET precisa de juns 3 dias de intensivão”.

Fotografei e montei os meus highlights de tudo que vi, só pelo critério simples do que me emocionou mais.

Newman: a falta de ar seguida do respirar-para-pegar-fôlego em forma de luz

Frida e seus espelhos: nós dentro dela e vice-versa

Rothko e a realidade imensa, em blocos

Mucha: publicidade pode ser arte

Karl Heinrich Lehman – conheci lá e fiquei impressionada pelas cores e pelo traço perfeito e contínuo, que parece uma ilustração retocada

Toda a suavidade de Klimt – de perto, é ainda mais impressionante

O’Keefe: crueza feminina e forte

Magritte: não há como deixar de entrar em seus sonhos azuis e estranhamente divertidos

A arrogância punk de Jasper Johns

A liberdade de De Kooning

 O punch único de Pollock

Rauschenberg: agora eu entendi…

Warhol: recado simples, irônico e para todos

Judd: minimal e afiado

A amada Sherman

No no final do passeio pelo MOMA, me deparei com uma mostra de novos fotógrafos. Dentre os nomes, estava a Alex Prager, que foi assunto de um post aqui no Circulador. Além de fotos, tinha um vídeo (foto direita), que deixou ainda mais clara a veia hitchcockiana da moça.

O resto da fotos está aqui: www.flickr.com/photos/desfio