Adoro escrever e, quando pequena, era um hobbie meu, assim como desenhar. Antes dos computadores, escrevia além de histórias fictícias e diários (com todos os detalhes possíveis), muitas cartas à mão para amigos. Quem me conhece há muito tempo tem uma carta ou algum desenho meu guardado. 

Hoje, os e-mails supriram esse meio de comunicação e facilitaram a agilidade em enviar e receber. O fato é que adoro ainda o romantismo das cartas. Pensar no quê escrever diante de uma folha em branco, com sua própria letra, é um ato de dedicação.

Pensando justamente na importância das cartas, o grupo Luz Interruptus montou a instalação 100o poesías por correo, para um festival em Madrid. Dentro de cada envelope branco, um ponto de luz e uma poesia feita por um participante do evento. Depois de 3 dias de evento, o público podia pegar um envelope e enviar para uma pessoa querida.

No site do grupo, li: “Con la intervención, queríamos mirar un poco hacia atrás, de manera nostálgica y recordar tiempos en los que las palabras importantes, viajaban contenidas en un sobre. También queríamos que cada persona que leyeran los mensaje poético, tuviera que pensar en esas personas importante a la que le gustaría hacérselo llegar.”