Quando as coisas eram menos censuradas, não há muitos anos, existiam muitos comerciais de cigarro. E eles eram incríveis! Não entro aqui em mérito algum sobre saúde, incentivo ou apologias em geral, mas que eles tinham um enorme apelo inspiracional, não há dúvidas.

O cowboy de Marlboro era símbolo de masculinidade, de domínio de terreno e de liberdade rústica. Hollywood flertava com esportes, velocidade, desafios. E o Free era questão de bom senso e o meu preferido, a ponto d’eu guardar as propagandas que saíam na Veja e Revista de Domingo do JB. Eram páginas e páginas que refletiam ambientes artísticos, vanguarda, jovens, cool. Nos comerciais, super longos (que passavam em horário nobre), os atores apareciam em espaços livres, ou a céu aberto ou em ambientes como lofts e galpões. Tudo sempre com um um discurso muito sedutor sobre a vida, refletindo um clima de descobertas, independência, de efervescência jovem e cultural.

Dei um search no youtube e achei alguns, que coloco abaixo. Adorei rever tudo! Dá para traçar um paralelo e ver nitidamente como hoje a propaganda é polida, careta, sem emoção, sem verdade.

 

Cada um na sua. Mas, com alguma coisa em comum.