Outro dia fiz um post falando sobre a falta de criatividade na propaganda. O mesmo acontece na moda. Basta dar uma volta no shopping para ver a continuidade de mesmas idéias reproduzidas em larga escala. São raras as exceções – e são estas que se destacam vivamente.

Hoje, folheando o livro Sapatos (Linda O’Keeffe), me deparei com tantos modelos inacreditáveis que, juro, não dá para entender porque a gente compra reproduções sem sal – e ainda por cima por preços absurdos –  e termina alimentando a falta de criatividade. A descoberta do dia que me fez repensar todo esse ciclo (e me fez ter certeza de que buscar fontes no passado é satisfação garantida) foi o trabalho de André Perugia. Considerado o primeiro designer de celebridades, ele nasceu em Nice, em 1893, e abriu sua primeira sapataria aos 16 anos de idade.

Inspirado pela ousadia e pela sua verdade, ele uma vez disse: “Nem a mais rica mulher do mundo poderia alguma vez pagar-me para lhe fazer uns sapatos feios“. André se aposentou aos 84 anos e durante sua carreira trabalhou com nomes como o divino Paul Poiret, I. Miller, Charles Jourdan, Jacques Fath e Hubert de Givenchy.

1931 (o mesmo modelo que a Neon reproduziu ano passado)

1931 (o mesmo modelo que a Neon reproduziu ano passado)

Protótipo de 1928

1938 : metalizado

1930: brocado

Homenagem a Picasso

Botas para Schiaparelli

Botas para Schiaparelli