Sábado fui conferir o In Edit e assisti ao doc Upside Down: The Creation Records Story, que fala justamente sobre o selo, que lançou nomes como Primal Scream, My Bloody Valentine, Jesus and Mary Chains e Oasis. Bom, eu que gosto de música, mas não sou uma entendida do assunto, nunca tinha parado para pensar de onde essas bandas vinham e fiquei impressionada – e inspirada – com a ousadia do fundador, Alan McGee.

"But they were different times. If you behaved now like we used to people would phone the police."

A controversa balança entre o lado profundo visionáriopéssimo administrador me levantou várias questões,  como a importâcia do livre pensar e da criatividade empreendedora, em contraponto à utópica liberdade de escolha dentro do bussiness, passando pela difícil missão de descobrir o tamanho ideal para você e suas coisas no mundo. Apesar disso tudo, uma coisa é fato: a inegável importância da Creation está – com sempre – na reunião de pessoas certas com um mesmo objetivo.

O selo, que começou com um empréstimo de £1mil foi vendido, em 1999, por £30 milhões para a Sony. Depois disso, ele criou o selo Poptones, abriu a boate Death Disco e foi manager das bandas The Charlatans e The Libertines. Em 2008, encerrou tudo e foi morar com a esposa e filha no interior de Wales.

Allan declarou para o The Sun que detesta tudo sobre a indústria da música dos dias de hoje. E explica o porquê: “I’d have to be doing sponsorship deals with coffee companies just to put a gig on. It’s all about brands now and dealing with accountants.”