Se você já fez dança, qualquer dança, ou pilates ou qualquer coisa que mexa com equilíbrio e leveza, sabe como é difícil ficar linda e corretamente colocada em posturas que exigem mais do corpo do que se imagina. Então, quando ontem assistia o incrível Tatyana, novo ballet de Deborah Colker, me ocorria e surpreendia o tempo todo o total controle do corpo por parte dos bailarinos. A força ao lado da leveza, o sorriso ao lado da acrobacia, a noção de imagem final. Incrível a composição de cena, os solos, o cenário como mais um bailarino


O ballet foi baseado no romance russo Eugene Onegin, de Alexandre Pushkin, que fala sobre uma história de amor sem final feliz. Dando um control C + control V no globo.com, a coisa é mais ou menos assim: em São Petersburgo, no fim do século retrasado, vive o dândi Onegin, cuja vida se resume a bailes e festas. Onegin vai para o interior tomar posse de uma herança, onde conhece o poeta Vladimir, que torma-se seu melhor amigo, noivo da fútil Olga, irmã da tímida Tatyana. Esta apaixona-se por Onegin, mas não é correspondida. Onegin insinua-se para Olga, o que o faz ser desafiado para um duelo por Vladimir. Onegin mata Vladimir. Anos depois, Onegin reencontra Tatyana em Moscou, dá-se conta de que ela é o amor de sua vida, mas ela é casada e fiel ao marido.

A disputa entre os dois, numa das melhores partes. Adoro os leques!

Efeitos de luz e sombras fazem a noiva flutuar

Incrível efeito de projeção

Quem conhece a Cia Deborah Colker há anos, considerou esse novo espetáculo uma evolução na carreira dela, como linguagem. Eu que só conhecia por nome e assisti pela primeira vez, fiquei apaixonada e pretendo não perder mais nenhum dos que virão.