Se você assim como eu ama os anos 20, deve se pegar volta e meia pensando como seria viver na cidade luz, na época de ouro. Então, quando vi Meia Noite em Paris, caí pra trás. No filme, o protagonista está passando uns dias na cidade com a noiva, com quem só entra em conflitos por total falta de afinidade. Encantando com as ruas parisienses, ele começa a cogitar viver por lá, ao contrário dela. Uma noite, misteriosamente, ele entra em um carro e vai parar em efervescentes festas e cafés na companhia de nomes como Hemingway,  Zelda e Scott Fitgerald, Picasso e Gertrude Stein.

Enquanto ele vive todos os diálogos e encontros possíveis e impossíveis, ele consegue fazer com que o seu primeiro livro – que está sendo escrito – seja analisado justamente por seus ídolos. As cenas são cheias de recortes e referências, em meio a paisagens deliciosas. E, claro, o figurino é incrível – principalmente o de Marion Cottilard, que personifica toda a aura e romance da época.

No fundo, a mensagem do filme é que seja em que época a gente vive, sempre acha que o passado foi melhor. Taí o grande desafio que parece já nascer embutido na gente: viver o presente.

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