Hoje fui conferir a expo Queremos Miles, no CCBB e já aviso: vale muito à pena! Fiquei impressionada com o acervo de objetos que conseguiram trazer e com a organização espacial que proporcionar uma imersão labiríntica pela diferentes fases de Miles Davis. Do bepop, passando pelo cool jazz até as misturas com rock (quando pluga o wa wa ao trompete) e funk, é impressionante como ele se reinventava o tempo todo. Tudo vira um grande mergulho no tempo, porque as salas seguem uma sequência que co-relaciona textos, cartas, partituras, instrumentos, fotos, capas de álbuns, vídeos e áudios correspondentes a cada período profissional do artista. Concebida pela Cité de La Musique, com apoio dos familiares e dos gestores da obra de Miles, a mostra conta a história do artista desde sua infância em Illinois até a ascensão, em NY, e os últimos anos de sua vida. Incrível.

um dos trompetes dele

capa do álbum que já mesclava o jazz ao funk, que era a novidade da época

Até mesmo figurinos desenhados especialmente para ele estão lá, assim como um vídeo promocional feio por Spike Lee para divulgar o seu retorno em 1980, despois de 5 anos recluso, em depressão. E uma surpresa e tanto foi dar de cara com o quadro abaixo, assinado por Basquiat:

Basquiat

Queremos Miles fica no CCBB do Rio até 28/09, aniversário de 20 anos da morte do artista. O encerramento terá uma mesa redonda comandada pelo jornalista Antonio Carlos Miguel. Dia 19/10, a expo começa no Sesc Pinheiros, em SP.