Entrei numa onda de decorar e decorar há alguns anos, quando me mudei pela primeira vez. Agora, em nova-antiga casa, voltou tudo de novo: o olhar fixo no quarto vazio, a trena na mão e as várias revistas de decoração pela casa. Adoro a ideia de pintar, trocar móveis de lugar e imaginar novos espaços. A parede ganhou branco com nuance de lilás. A cama é um box baú, que foi uma mão na roda. Ainda não escolhi a persiana. Nem a mesa de trabalho. E está sendo uma delícia pensar nos próximos passos.

Mas, uma coisa que desanima é procurar móveis e eles serem uma fortuna ou padronizados em mdf branco, cinza… coisa chata! Assim como aprendi com as roupas (em muitas horas com Dani Ueda), o mix de texturas é o que torna tudo – até mesmo um monocromático – interessante e diferente.  Bom, desisti de comprar pronto e isso eu vou resolver com um marceneiro, deixando os centímetros programados reais e bonitos, e em feiras de antiguidades, onde a gente realmente consegue ver como os móveis também eram tratados como arte.

Enquanto isso, olho para a cabeceira inexistente da cama e penso: adesivo ou papel de parede? Então, quando vi no dcoração os papéis criados pela Catalina Estrada, desmaiei. São lindos, diferentes, realmente impactantes. Ame ou odeie – como todas as coisas fortes – e inesquecíveis – que vemos na vida.

Bacana foi também descobrir, depois de pensar que as imagens não me eram estranhas, que ela desenha estampas para a marca brasileira Anunciação, que tem uma loja linda – com moldura de vidro rosa e largo de carpas na frente – na Oscar Freire. #ficadica

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