Essa semana participei de uma pesquisa feita pelos queridões Mary Lima e Rodrigo Tizil, sobre comportamento de consumo. Uma das perguntas levantava a questão do artesanal: de até que ponto damos importância para esse tipo de trabalho e se ele tem peso diferente do tecnológico.

Bom, eu dou muito valor ao artesanal, mas dou peso igual ao tecnológico na hora da compra. Enquanto um me encanta pelo tempo dedicado a ele, os minutos lapidados e – e, sim neste caso, o tempo é a grande palavra -, o outro me seduz igualmente, pelas pesquisas envolvidas, praticidade, agilidade, inovação e preço. A junção dos dois, claro, é a perfeição. 

Acredito que cada vez mais as pessoas envolvem-se com histórias e não apenas com produto. Então, se uma marca consegue ter um produto artesanal, sendo vendido online com um vídeo incrível que realmente convence do porquê o artesanal tem alto custo  – e vale o que é cobrado -, das duas uma: ou o cliente abre o (super recheado) bolso ou vira fã daquela marca e conta para todo o mundo o que ela anda fazendo (este é o meu caso, quase sempre) .

Isso tudo fez ainda mais sentido quando vi o vídeo da Leica M9-P assinada por Hermés, sobre a qual Serginho já tinha me falado.

 

A edição limitada de 100 unidades é uma homenagem a em homenagem a Jean-Louis Dumas, ex-presidente da casa francesa, falecido em 2010. O kit é composto de 1 câmera, 3 lentes, 1 par de luvas pra manusear tudo e 1 bolsa.

O preço de toda essa história? U$50mil.

E se você adora sapatos e moda, também vai cair para trás com as espadrilles feitas à mão pelos artesãos do Valentino.

A edição especial está no net-a-porter, por U$475. Os pares na cor preta já esgotaram…