Sempre fui incentivada pelos meus pais a fazer o que amasse fazer. Então, nunca sequer passou pela minha cabeça me dedicar a determinadas convenções ou regras da sociedade, na esfera profissional e pessoal, que não fossem de encontro ao que realmente eu acredito. Os valores essenciais, de criação, sim, foram e são tradicionais e posso resumir em: respeito à família e amigos, um grande sim ao aprendizado (e respeito aos mestres) e a gratidão por ter comida na mesa, roupa no armário e um teto sob o qual dormir.

Em cima disso, aprendi muito. Aprendi a ver a escola como um grande infinito de possibilidades, a amar os livros, a arte, a entender as pessoas e aprender com elas e a ser ainda mais poliana do que meu lado sagitariano já me fez – afinal, se você tem pessoas que te amam, comida no prato e um edredon no final do dia, como pode reclamar?

Meu primeiro emprego foi com 19 anos, quando trabalhei com produção e moda. Depois, fui para o jornalismo. Depois, para assessoria de imprensa e na sequência, para o marketing de moda, onde além de produção, aprendi a gerenciar projetos e a, acima de tudo, me gerenciar. E agora, junto tudo isso na minha empresa, na minha vida, no meu dia a dia e relações.

Nunca me rendi a um trabalho que não amasse. A uma pessoa que não amasse. A uma situação não-apaixonante. Tenho uma grande qualidade que também pode ser um grande defeito, dependendo do ponto de vista: não sei mentir, nem para mim e nem para os outros. E por isso não consigo trabalhar em situações onde eu não esteja extremamente envolvida. O meu emocional anda colado no profissional. É tudo uma coisa só, a mesma roda.

Então, quando vi esse vídeo… me vi nele, principalmente agora, onde a Vanilla faz parte de um novo ciclo da minha vida. Acho que todo mundo vai poder enxergar nele um pouquinho de si também.

Enjoy!