Definitivamente o inconsciente fala alto. E as expressões também. A combinação dos dois torna Lie to Me a minha atual série preferida. Infelizmente, acabei de ver a terceira temporada e ainda não há confirmação da quarta. Mas, o que é apaixonante na série é Cal Lightman, vivido por Tim Roth.

Quando falo do inconsciente, falo por dois motivos. Um deles, o próprio tema central da série, que gira em torno do escritório Lightman, especializado em detectar verdades e mentiras, funcionando como um braço do FBI em muitos momentos. Todos que são interrogados em seu escritório – super equipado com TVs, câmeras e salas especiais – são analisados por expressões faciais, tom de voz, movimentos, expressões corporais. E o segundo motivo, bom… é porque caí de amores por Lightman, um misto de quase arrogância sobreposto por inteligência para poucos e atitude agressiva, mas assertiva e embasada, típico dos mocinhos com alma de bandido.

O mais bacana é que a série foi evoluindo de maneira que vamos descobrindo cada vez mais sobre o lado under de Cal (jogos, seduções e visitas a fight clubs) e, consequentemente, suas fragilidades. O limite da arrogância fica no fato de que ele, além de “ler os outros”, se conhece muito bem. Então, em vez de se achar dono da verdade, simplesmente, ele é. 

Hoje, quando pesquisei sobre  ele, descobri que Tim atuou em Pulp Fiction e Cães de Aluguel e é um dos atores preferidos do Tarantino. Inconsciente? Bah…