Toda viagem começa com a ansiedade de conhecer o novo, o que a gente nem sabe o que é e um quase pânico de não conseguir ver tudo que se propõe. Bom, a vontade de ver o novo foi na mala e no coração. Já a ansiedade em ver tudo resolvi deixar de fora e fiz a viagem com a ideia de curtir os dias, o tempo, os lugares e as pessoas sem a menor preocupação com o que faltaria ser visto. Afinal, sempre falta alguma coisa. Todos os dias. Até na esquina de casa.

Dos 20 dias, o primeiro destino foi Paris, com minha mãe, realizando um sonho antigo dela. Paris tem um clima encantador de “parei em 1920“. A Belle Epoque parece existir ainda, as pessoas andam devagar, as ruas e céu grande abraçam as caminhadas, as coisas juntas constróem um cenário de um outro tempo. Os prédios são lindos e fazem você pensar em morar neles, a todo momento…ainda que a cidade não seja no ritmo que amo para a vida.

Impressionante a quantidade de pessoas que sabem falar espanhol. Quando eu dizia que não falava francês, automaticamente – isso em banca de jornal, resturante, na rua ou no café – me perguntavam: espanhol? E aí, tudo fluía.

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uhn..acho essas sacadas a minha cara…

o céu enorme perto do sena, a caminho do louvre

o céu enorme perto do sena, a caminho do louvre

os parentes japa eram os mais chiques de paris e fotografavam mais que eu. claro.

os parentes japa eram os mais chiques de paris e fotografavam mais que eu. claro.

mais clássico impossível

visual mais clássico impossível

a famosa pirâmide de vidro

Os museus são o grande passeio da cidade. Perto do Louvre, tem o D’Orsay e o L’Orangerie (nesse, não consegui ir). Mergulho na arte, no tempo e nas construções de cair o queixo. No Louvre, você entra para ver a Monalisa e se depara com o pescoço doendo de tanto olhar pras sancas e pinturas no teto.

Monalisa - a intrigante e sedutora

Monalisa – a intrigante e sedutora – láaa no fundinho

e esse teto? afe.

e esse teto? afe.

Tentei ver Hopper no Grand Palais, mas a fila de espera era de 4 horas. Atravessei a rua e fui no Petit Palais, que tem uma acervo ótimo de objetos Art Nouveau e um jardim desses de passar horas olhando.

no jardim do petit palais

no jardim do petit palais

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Fora os museus, a ideia é calçar as botas, botar o cachecol e sair andando meio sem rumo. Rodando pelos arredores de Saint Germain, perto ali da Notre Dame (linda), dei de cara com a Shakespeare and Company.

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emoção

Shakespeare and Company é o nome de duas livrarias independentes de Paris. A primeira foi aberta por Sylvia Bleach em 1919 e era um local de econtro para nomes como Hemingway, Ezra Pound, James Joyce. Em 41, ela foi fechada pela ocupação alemã e nunca mais reabriu. Em 1957, George Whitman abriu uma livraria com o nome de Le Mistral e renomeou-a de Shakespeare and Company, em 1964, como uma homenagem. A livraria aparece em Antes do Pôr-do-Sol e em Meia Noite em Paris. Do lado, tem um sebo, chamado Antiquarian Books, com esse quadro de giz muito incrível do lado de fora.

porta colada com porta

porta colada com porta

Depois, um passeiozinho pela arquitetura gótica da Notre Dame. Segundo a wikipedia, ” o local da catedral contava já, antes da construção do edifício, com um sólido historial relativo ao culto religioso. Os celtas teriam lá celebrado as suas cerimónias onde, mais tarde, os romanos erigiriam um templo de devoção ao deus Júpiter. Também neste local existiria a primeira igreja do cristianismo de Paris, a Basílica de Saint-Etienne, por volta de 528 d.C.. Em substituição desta obra surge uma igreja romana que permanecerá até 1163, quando se dá o impulso na construção da catedral.” Interessante…

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os ângulos da notre dame, por dentro

os vitrais

os vitrais

e por fora, muita riqueza de detalhes

e por fora, muita riqueza de detalhes

lindo

lindo

Bom, o passeio mais esperado de todos era Versailles, que eu sempre quis conhecer. Você pega o RER e ele chega lá em 40 minutos, quase te deixa na porta. E o lugar? Bom, de desmaiar. Acho que poderia passar minhas férias olhando a vista pelas janelas e caminhando naquele jardim…

os portões imponentes

os portões imponentes

ai ai

ai ai

e a famosa sala de espelhos

e a famosa sala de espelhos

Das lojas que visitei, a melhor foi a Kusmi Tea e a Colette. Da primeira, saí com gifts para a irmã. Na segunda, a perdição foram os livros, cadernos (ambos voltaram na mala), jóias e semi-jóias (essas, infelizmente, ficaram por lá).

a vitrine = i die

a vitrine = i die

e tava rolando o lançamento desse livro: i wanna be me (ótimo nome)

e tava rolando o lançamento desse livro: i wanna be me (ótimo nome)

Para isso tudo, contei com a ajuda dos roteiros do incrível Conexão Paris – leitura obrigatória para quem vai para lá…