Você tem que ir para Londres, é a sua cara!” – talvez essa tenha sido a frase que mais ouvi quando o assunto girava em torno de lugares para onde ir, destinos esperados, inesperados, desejados. Depois de Paris, fiquei 7 dias por lá, pouco tempo para entender a roda, o mecanismo, os movimentos como um todo. Mas, o suficiente para me apaixonar. A cidade é cheia de contrastes equilibrados e civilizados. É urbana, cosmopolita, mas mantém um lado histórico fortíssimo. Parece tumultuada vista de fora, mas é muito organizada. Jovem, aconchegante, cheia de ruelas, assuntos, sons e pessoas para se ver e descobrir.

Bom, chegando por lá eu já sabia que não conseguiria conhecer nem 1/3 do que queria. E saber disso foi o suficiente para fazer da viagem um fluxo leve e constante, do tipo: me leva onde for. Nos passeios entre as Zonas 1, 2 e 3 e, fiquei seduzida pelos mercados de rua, onde barraquinhas e cheiros se misturam e você pode ou almoçar em pé mesmo ou fazer as compras para cozinhar para amigos em casa. Fomos em dois mercados: o Borough e outro em Brick Lane.

quanto tomato!

quanto tomato!

até em forma de <3

até em forma de❤

a moça na maior eficiência pra servir uma fila de pessoas carentes de um wrap de camarão

a moça na maior eficiência pra servir uma fila de pessoas carentes de um wrap de camarão

Diferente das feiras aqui do Rio, esses mercados ficam amontoados de pessoas de todas as idades – mas, na maioria jovens – que fazem disso seu programa de final de semana. Tem comida de tudo que é lugar do mundo: Lituânia, Tailândia e até Brasil (só tinha açaí e sucos. Eu aposto que a tapioca ia bombar em Brick Lane). E tem gente comendo sentada, em pé, ninguém tá nem aí.

Brick Lane: comidinhas, pubs, roupas, tudo, tudo, tudo

brick lane: comidinhas, pubs, roupas, tudo, tudo, tudo

thai food – as moças que serviam eram as mais charmosas mexendo temperos e frutos do mar nas super woks

singapore style

singapore style

nos mercadinhos independentes, bijous, coisas para casa e roupas. essa barraquinha vendia roupinhas para babies/papis roqueiros.

nos mercadinhos independentes, bijous, coisas para casa e roupas. essa barraquinha vendia roupinhas para babies/papis roqueiros.

campanha free pussy riot até nas frutas de brick lane!

campanha free pussy riot até nas frutas de brick lane!

daí, como toda feira tem figuras, esse cara é o mr xadrez, que jogava contra 3 ao mesmo tempo. sentado em uma cadeira com rodinhas, ele ia de um lado para o outro deslizando e dando xeque-mate em geral.

daí, como toda feira tem figuras, esse cara é o mr xadrez, que jogava contra 3 ao mesmo tempo. sentado em uma cadeira com rodinhas, ele ia de um lado para o outro deslizando e dando xeque-mate em geral.

isso chamou nossa atenção. tocava um reggae, em duas caixas de som, enquanto a fumaça saía dessa parada. achamos... conceitual. e rimos. e fotografamos.

isso chamou nossa atenção. tocava um reggae, em duas caixas de som, enquanto a fumaça saía dessa parada. achamos… conceitual. e rimos. e fotografamos.

Depois de alimentados, fomos na Rough Trade. E eu que não comprava um CD físico há pelo menos uns 5 anos, comprei 4 coletâneas da própria Rough, três livros e ainda quase me rendi aos vinis. Tinha Joy Division, tinha New Order, tinha..tinha..TUDO.

perdição. sem mais.

perdição. sem mais.

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e nos rendemos ao photobooth da rough. claro.

e nos rendemos ao photobooth da rough. claro.

Depois, cada um mergulhou em seu devido pint e a felicidade de opções sem fim. Fiquei louca com os banheiros dos pubs. Muita gente me perguntava: “nossa, onde você tirou essa foto?” Bom, era tudo banheiro, gente.

tipo esse

tipo esse

esse

esse

esse

esse

esse....

esse….

tem mais...

tem mais…

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tem mais…

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nesse pub, como dá para notar, só tocava metal. e o banheiro era no mood.

no pub que só tocava metal

ainda no metal

Dando uma pausa no pints, os museus são de se perder. Visitar a Torre de Londres pode ser uma experiência tão incrível quanto se deparar com um Daniel Judd ou um Rothko (detalhe: uma sala só dele) no Tate.

Rothko, meu coração bate forte por você.

Rothko, meu coração bate forte por você.

Judd, por você também.

Judd, por você tambêm.

Susumu Koshimizu

Susumu Koshimizu

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Ao mesmo tempo que você se depara com tanta contemporaneidade de um lado, também se deslumbra em ver coisas de épocas muito antigas multiplicadas, proliferadas, acessíveis, preservadas em tudo que é lugar, centenas, milhares delas. De katanas samurais do período Endo a tapetes islâmicos, portais da idade média ou esculturas romanas.

katanas - como não cair o nipo-queixo?

katanas – como não cair o nipo-queixo?

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essas coisas lindas são tsubas, as guardas das espadas samurais, que ficam entre o cabo e os separadores/lâminas

portões. quando vi isso, uma sala inteira deles, pensei: meu deus, como é que neguinho pensou em guardar portões? que viagem....

portões. quando vi isso, uma sala inteira deles, pensei: meu deus, como é que neguinho pensou em guardar portões? que viagem….

Claro que fui no Victoria & Albert e adorei ver o resumão da história da moda com uns trajes que contam isso ali ao vivo e a cores.

adoro acervos de moda praia

adoro acervos de moda praia

Lanvin, sempre elegantemente ousada

Lanvin, sempre elegantemente ousada.

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vivienne, musa máxima

punk

punk

e ainda tem essas revistas bauhaus

e ainda uma acervo enorme de publicações como essa….

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na esqueda, um jornal dadaísta

câmeras antigas

rádios antigos

e eu amo ver os estudantes fazendo desses espaços o espaço deles

e eu amo ver os estudantes fazendo desses espaços o espaço deles

no museu de história natural, ela anotava atenta tudo o que a professora falava. o jaleco dizia algo como: desbravadora de dinossauros. <3

no museu de história natural, ela anotava atenta tudo o que a professora falava. o jaleco dizia algo como: desbravadora de dinossauros.❤

Enfim, muita riqueza. Muito esbarrão em histórias antigas e novas. O grande resumo é: você quer comprar roupas bacanas? É possível e tem para todos os bolsos. Você quer comer comida de rua, quer um sanduíche to go ou quer comer num restaurante fodaço? Tem também. Quer tomar um pint das melhores cervejas? Tem um pub a cada dois passos, cada um com seu estilo, mas todos prontos para receber o happy hour e as happy pessoas. Quer ver arte contemporânea, quer ver torres medievais? Também tem. Em Londres, tem tudo. Existe de tudo. Tem todo tipo de pessoas, todo tipo de coisa, todo tipo de lugar, todas as línguas. O convívio é possível, é real, essa é a sensação. E junto uma sensação deliciosa e ampla, de que você pode, sim, usufruir de tudo que o lugar te oferece. Inclusão.

Ah! Sim, Londres é a minha cara.

Roger e Carol, tks por tudo. Ano que vem tô de volta! E Razal, que a gente ainda tome muitos pints together!

Dica: o app da Time Out tem dicas ótimas!