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Todo final do ano vivo o sentimento de retrospectiva. Edito alguns sentimentos e acontecimentos e crio um filmezinho na minha cabeça misturado com páginas de livros, onde frases e imagens se misturam. Fica difícil achar linearidade – até porque nem curto a linha reta – e me divirto num ir e vir de impressões.

Algumas pessoas são recorrentes no filme. E daí, eu concluo que elas foram as mais importantes. Elas estiveram perto na ida à praia, no BG, nos almoços sem fim, nos cafés, nas horas ruins e boas ou simplesmente mandaram uma mensagem naquela hora que eu estava pensando em mandar uma também. Para quem não acredita em coincidências, mas vive ao acaso, esses sinais podem trazer sentimentos incríveis, respirações, inspirações, expirações novas e uma imensa gratidão. E cada história vivida por elas também virou minha história de alguma maneira. Aprender. Ouvir.

Algumas músicas estiveram em todas as playlists: a da academia, a da praia, a que foi comigo pra Paris, Londres, Berlin. Buzzcocks, Talking Heads, Oasis (pra quem nunca havia ligado muito antes), Amy, Cypress Hill, Cake (que bom relembrar e reouvir muitas e muitas vezes), LCD. Os sons que acompanharam passos também marcaram cada descoberta e viraram trilha sonora desse filme. Sentir. Pulsar.

Alguns pensamentos também entraram num delicioso e cadenciado ir e vir. A gente sabe que, hoje, basta uma visita observadora à timeline de qualquer pessoa, que logo percebe-se o que a caracteriza, alguns gostos (bares, restaurantes), alguns olhares (fotos de coisas, lugares, pessoas), o jeito de escrever (sem acento, atropelado, longo). Vejo na minha uma queda enorme pela luz e sombra em 2012. Muitas imagens p&b. Muitas citações à liberdade e ao amor. O eterno fascínio pelo punk, com a vibe crua, direta, visceral, sem rodeio. Random. Repeat.

E aí, quando me perguntam “e o seu ano foi bom?”. Eu sempre respondo que “sim, sim, foi ótimo”. Até tudo que é difícil é bom para uma sagitariana, com ascendente e lua em sagitário. Não compartilho daquelas ideias assim: “o que passou, passou”, “ainda bem que acabou”, “já vai tarde”. O que passou reverbera e transforma, faz parte do todo e, por isso, é parte da gente. Eu levo esse acervo comigo e me orgulho dele. 2012 foi maravilhoso, professor, amplo, cheio de coisas para compreender, respirar, desbravar, digerir. Trouxe ainda mais para perto amigos que estão na mesma conexão e vôo. Foi ano imperativo, que bateu na porta e pediu presença. E eu fui, eu vim e estou. Presente.