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Quando subiram os letreiros de Antes da Meia Noite, meu amigo me perguntou: “gostou?” e eu respondi: “mais ou menos”. Mas, agora, duas horas depois, acho que a resposta seria dizer que fiquei mexida. Obviamente é mais fácil ver um filme 100% otimista e a minha expectativa era sair dele leve como saí depois do primeiro da trilogia (Antes do Amanhecer), onde o cenário todo é propício às ilusões e sonhos: impulso, viagem, primeiro encontro. Mas, se Antes da Meia Noite te traz para dentro de um longo relacionamento, com toda a realidade que a convivência impõe, ele também te traz a certeza de que o amor existe. Mas, aquele de verdade, não o dos filmes. Aquele onde a gente muda e, claro, o casal muda.

No filme, o casal protagonista Celine e Jesse já são pais de gêmeas e estão em uma viagem de férias para a Grécia. Como nos outros dois filmes, os diálogos dão a tônica de tudo, sendo o melhor deles um dividido entre amigos reunidos em volta de uma mesa mais do que convidativa (grande, com boa comida e linda vista), debatendo sobre amor, dando suas opiniões e impressões, interessantes, divergentes e sensíveis. Enquanto um casal jovem é admirado por estar no frescor das descobertas de um relacionamento, uma viúva fala lindamente do espaço ocupado pelo marido e das lembranças que têm. Nesse diálogo, Jesse e Celine contam como se conheceram e como Jesse usou os encontros (e desencontros) entre eles com inspiração para seus livros de sucesso.

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Before Midnight

Os dois ganham uma noite em hotel especialmente ofertada por dois dos amigos e nela tudo vem à tona: problemas, dilemas, rancores, dúvidas. São duas horas de uma DR intensa, daquelas que põem tudo – tudo – no macro e que me deixou com dor de cabeça, confesso.

Mas, para deixar todo mundo feliz, no final o amor fala mais alto. E é o que realmente conta. E sustenta.