encontros-e-desencontros

o amor encontrado, desencontrado, velado, não falado, explícito mesmo assim

Um assunto que sempre me interessou foram as relações humanas, principalmente as amorosas. Adoro as histórias de amor, paixões, encontros e desencontros. Amores vividos, sofridos, sonhados, lindos, adolescentes, incubados. Filmes de amor costumam me emocionar e até me fazer chorar – quem me conhece, sabe que é coisa rara -, desde aquele bobo da sessão da tarde até outros ícones de love stories como Diários de uma Paixão.

o melhor beijo romântico: na chuva

diários de uma paixão e o melhor beijo romântico: na chuva

Estamos em 2013 e vejo muitos amigos que eram casados se separando, em busca de… ? Não se sabe o quê e nem sei se temos que saber justificar os términos, também. Acredito que somos uma geração de transição, onde em um núcleo familiar a mulher já conquistou seu espaço de trabalho, mas ainda lida com a herança dos anos 50 de ter que ser a mãe, a dona de casa, estar linda e impecável, enquanto tenta pelas próprias pernas descobrir o que realmente deseja (até onde é cômodo reproduzir formatos?); e onde o homem ainda leva nas costas a questão de ser o líder da família e provedor, enquanto quer de vez em quando, sim, que alguém resolva as coisas por ele.

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megan e draper, numa cena do mad men: a série que gira em torno de uma agência de publicidade também traz à tona essas mudanças todas entre anos 50 e 60.

Temos papéis novos, misturados, que construímos com os adventos da medicina, da tecnologia, dos novos desejos pessoais e profissionais e essas incríveis mudanças me fazem refletir por horas e horas…  Mas, fato é que a felicidade ainda é um sonho e meta comum e é ela que motiva essa busca – que ainda não sei se é real ou não. Será que estamos muito impacientes e irreais, mas teimando em acreditar nos famosos finais de filmes românticos? Ou será que estamos começando a entender, na prática, que felicidade é um estágio não permanente, assim como as relações? Daqui a uns 20 anos talvez a gente consiga olhar para trás e entender melhor os loucos anos 00.

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Sobre isso tudo fala O Livro do Amor, de Regina Navarro Lins, que fica agora na minha cabeceira. O volume 1 trata da Pré-História à Renascença, enquanto o 2 trata do Iluminismo até a atualidade. Leitura boa para quem pensa, sente e acha que no fundo, vale é viver o amor. Seja por 24 horas, seja pela vida inteira.