Outro dia postei aqui meus devaneios sobre o Amor, com A maiúsculo mesmo, sentimento maior de todos. Mas, outro assunto que vêm me tomando os pensamentos é a vida/a morte (não sei bem como separar, porque um não existe sem o outro) e a internet no meio disso tudo.

Esse pensamento veio mais forte agora por conta da partida do Fred Leal. Essa semana ele se foi para outra existência, plano, astral e fiquei sabendo pelo facebook, quando a minha timeline pipocou de lindas homenagens em posts de nossos 45 amigos em comum. Nunca conversei com o Fred pessoalmente, demos dois beijinhos em algum evento que fomos apresentados, trocamos mensagens no icq na época em que eu lia a Mood e escrevia para o Cena Urbana, Falaê e outros sites. Mas, ele sempre esteve ali no mesmo meio de escritores, jornalistas, gente ligada à música, gente que divide gostos comuns e por isso a conexão.

Não sei muito como concluir o papel da internet nisso tudo, essa atemporalidade e essas novas proximidades. Começos e fins. Esse perfil ali de quem não está mais aqui. Clico na timeline do Fred e vejo pessoas se despedindo e não acho estranho, faz sentido, muito sentido, por que não é isso que fazemos mentalmente, normalmente, quando perdemos alguém? Fica a homenagem pública agora, eterna talvez, em palavras passíveis de serem compartilhadas.

Tenho muitas pessoas a minha volta, parecendo próximas e muitas vezes mal falei com elas, nem as (re)conheço pessoalmente, não sei exatamente como são seus olhos, boca, nariz, voz. De qualquer maneira, elas estão ao redor e dividindo ideias, compartilhando, comentando.

Que a gente saiba desconectar quando preciso e ir lá para fora. Para reconectar. E desligar muitas vezes. E que seja dessa para uma melhor.