Arquivos para categoria: casa & decoração

casa de vidro 2

Essa semana postei sobre a casa de vidro incrível que um casal construiu. Fato que estou in love com essa ideia de misturar interior e exterior, de deixar tudo mais transparente, visível, sem barreiras. Talvez o que esteja acontecendo aqui dentro de mim – novas sensações, conclusões e vontades – tenha a ver com ter essa proposta e desejo: uma casa ampla, livre de obstáculos, cheia de respiros, com vista imensa para o que é natural, com espaços prontos para serem preenchidos com simplicidade (quem não quer esses adjetivos preenchendo a vida?).

Daí, fiquei horas admirando esses sonhos arquitetonicamente construídos por gente que tinha as mesmas vontades e hoje consegue habitá-las.

casa de vidro 1

casa de vidro 4

casa de vidro 5

6503660259_e57f4643d3

902942-glass-on-glass-house

casa de vidro 7

Nothing to hide.

Anúncios
CasadeVidro1

A casa de vidro de Lilah Horwitz e Nick Olson

Desde que vi A Casa do Lago, eu sonho em morar em uma casa de vidro. Até já falei disso aqui. Mas, tudo de vidro? Sim! Tira o medo, tira tudo, deixa só o sonho. Não é lindo imaginar o tempo e a luz te acordando, naturalmente, por todos os ângulos? Imagino aquele ruído do silêncio, o cheiro da chuva e a vida em slow motion, acompanhada de uma xícara quente de chá.

Então, hoje, quando li a história do casal que largou tudo e realizou esse sonho… deixei por uns minutos o pensamento voar.

Voa comigo:

Sonhos transparentes e simples para começar a semana.

Entrei numa onda de decorar e decorar há alguns anos, quando me mudei pela primeira vez. Agora, em nova-antiga casa, voltou tudo de novo: o olhar fixo no quarto vazio, a trena na mão e as várias revistas de decoração pela casa. Adoro a ideia de pintar, trocar móveis de lugar e imaginar novos espaços. A parede ganhou branco com nuance de lilás. A cama é um box baú, que foi uma mão na roda. Ainda não escolhi a persiana. Nem a mesa de trabalho. E está sendo uma delícia pensar nos próximos passos.

Mas, uma coisa que desanima é procurar móveis e eles serem uma fortuna ou padronizados em mdf branco, cinza… coisa chata! Assim como aprendi com as roupas (em muitas horas com Dani Ueda), o mix de texturas é o que torna tudo – até mesmo um monocromático – interessante e diferente.  Bom, desisti de comprar pronto e isso eu vou resolver com um marceneiro, deixando os centímetros programados reais e bonitos, e em feiras de antiguidades, onde a gente realmente consegue ver como os móveis também eram tratados como arte.

Enquanto isso, olho para a cabeceira inexistente da cama e penso: adesivo ou papel de parede? Então, quando vi no dcoração os papéis criados pela Catalina Estrada, desmaiei. São lindos, diferentes, realmente impactantes. Ame ou odeie – como todas as coisas fortes – e inesquecíveis – que vemos na vida.

Bacana foi também descobrir, depois de pensar que as imagens não me eram estranhas, que ela desenha estampas para a marca brasileira Anunciação, que tem uma loja linda – com moldura de vidro rosa e largo de carpas na frente – na Oscar Freire. #ficadica

Adoro a década de 70: a música, as roupas e, acima de tudo, o mobiliário. Era tudo MUITO kitsch, colorido, sem medo de ser feliz. Uma mix entre a herança do futurismo dos anos 60 e o pezinho já querendo entrar no over dos 80. Então, amei quando vi essas imagens, enviadas pelo André.

E a trilha sonora indicada para ver o post, claro, é a da abertura do That’s 70 Show, uma das melhores séries ever:

Todas as referências ao preenchimento do corpo e espaços com figuras orientais me fascina. Durante muito tempo, a associação imediata era com a Yakuza, já que elas  foram adotadas como símbolo pela máfia japonesa, que as via como uma prova de força, status, dedicação e resistência. Muitos de seus integrantes ostentavam enormes desenhos no corpo, preenchidos e multi-coloridos baseados em elementos e símbolos de figuras do teatro kabuki, o que resultava em desenhos lindos. Hoje, com a popularização da tatuagem, essa relação já não acontece tanto.

Enquanto eu não coloco uma dessa impressa no corpo, vou salvando várias imagens no computador e buscando referências de qualquer coisa que tenham esse tipo de tattoo como inspiração. Daí, achei essa mesa e essas cadeiras Yakuza, criadas pelo Reddish Studio. A impressão é digital e cada objeto ganha um novo desenho.

Lindo…

Todas as referências ao preenchimento do corpo e espaços com figuras orientais me fascina.

De uns tempos para cá, a memória afetiva tem sido ativada como recurso na moda e na decoração. Mas, adoro quando a pegada vai pro lado kitsch ou intrigante, usando objetos que seriam clássicos para criar leituras totalmente deturpadas do sentido original. A cabeça de alce e a referências a animais empalhados estão entre os meus favoritos nessa seleção de objetos que permitem mil novas caras.

Kohei Nawa

Kohei Nawa

Kohei Nawa

Louise Weaver

Louise Weaver

Marek Kvetan

Marek Kvetan

Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan

Peter Francis Pracilio

Peter Francis Pracilio

Peter Francis Pracilio

Quem me conhece a fundo, sabe que minha viagem dos sonhos é para a India. Podem falar que é estranho, pobre, tem cheiro forte, vacas pela rua, que não to nem aí. Já me imagino de sari, mergulhando no Ganges (né, Mary Lima?), meditando e pronta para acreditar que o destino existe, é supremo e deve ser aceito. Romantismo? Pode ser. Mas, justamente as brutais diferenças, a religião + filosofia de vida, a comida e, principalmente, as cores me atraem muito. Então, quando descobri o blog Rang-Decor, pelo post da super Frau para a Coza, enlouqueci. Simplesmente ele traz imagens deslumbrantes de ambientes indianos.

Adoro ver como a gente pode conhecer um pouco mais sobre uma cultura vendo temas recorrentes dentro das casas. Nos indianos, é forte o artesanato, o trabalho em metal, pedra, argila. O belo lapidado pelo tempo. As flores flutuantes, o chá e as sementes. Os bordados, os cantos arredondados, a reverência à natureza. Os altares para os vários deuses, os azulejos coloridos, os incensos.

Lindo, não?

Quando vi o filme A casa do lago, fiquei tocada pela casa em si, não pela história. Como assim uma casa toda de vidro, aberta, invasiva, evasiva? Passei a desejar uma vida em um ambiente onde a vista (linda, claro) e o entorno faça parte do mobiliário. Isso hoje é a minha concepção de luxo: ar puro e sol entrando pelas portas e janelas. Construção humana pensando na construção natural. E não o contrário. E espaços livres para reflexões, leituras e solidões consentidas.


É ou não é luxo puro?

Na decoração, os tapetes têm papel de esquentar o ambiente. Mas, se você é alérgica como eu, sabe que eles são um problema… Então, buscando uma solução de como tornar a casa um pouco mais aconchegante, além do papel de parede, descobri que quadros e pôsteres são um ótimo recurso. Olha que lindos os ambientes decorados com eles, que achei no Apartment Therapy:

O mais bacana é que uma parede toda de imagens pode ser temática ou não: a desarmonia fica tão interessante quanto a linearidade de tema e cores. Ando querendo fazer uma só de pôsteres de shows e cartazes de filmes que curtimos…

Quando pequena, minha casa toda tinha papel de parede. A sala tinha uma padrão em dourado e branco e cada quarto tinha seu modelito. O meu era de flores pequenas, feitchas, rosas. Eu achava péssimo. Mas, agora, sei lá o que me deu e adoro vários que vejo.

Não me imagino usando na casa inteira, mas em alguns cantos ou em um cômodo pode ficar bem bacana e quebrar o branco da parede. Fora que é uma boa opção para “esquentar” o ambiente, sem ter que usar os tapetes, que são um problema para as pessoas alérgicas como eu.


As imagens foram tiradas do New York SpacesApartment Therapy e do site da marca de papéis de parede Wallpaper.

%d blogueiros gostam disto: