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“Você tem que conhecer uma amiga minha que você vai adorar. Ela é ótima, divertidíssima, tem uma gargalhada maravilhosa” – foi a primeira coisa que ouvi sobre a Cris Lisbôa, há mais ou menos uns 8 anos, pela Andrea del Fuego. As duas vieram ao Rio, para uma Bienal do Livro onde Andrea participaria de uma mesa de debates. E, claro, adorei a Cris. Rimos muito, criamos automaticamente uma piada interna (abana o Chico) e nunca mais perdemos contato.

Na época a Cris trabalhava em agência e cuidava da Fina Flor, a sua editora – a mais linda do mundo, vale dizer – que fazia livros-fetiche, com tiragens limitadas e acabamento artesanal (dentre eles, Se um Cão Vadio aos Pés de uma Mulher-abismo, do Xico Sá e  Nego Tudo, da del Fuego). O tempo passou, ela pegou vôo São Paulo-Porto Alegre e nesse trajeto, continuamos fazendo questão de cruzar destinos.  Foi ela quem me chamou para escrever uma matéria para a Simples, de onde foi editora e foi ela também quem me convidou a ser colaboradora da Noize.

Depois de longos anos sem abanar o Chico pessoalmente, combinamos um reencontro. Saímos para basicamente rir, falar e comer, três coisas que gostamos muito, e Cris me contou que estava lecionando em faculdades, em cursos pequenos ou grandes, em aulas  direcionadas para jornalistas ou abertas a todos que amam a palavra. E que ela havia descoberto que era esse o seu amor e que a ele dedicaria todo seu tempo:  dar aulas. Logo depois nascia o Go, Writers, uma oficina para quem usa a palavra como matéria-prima.

Esse final de semana, o Go, Writers (powered pelos super meninos da Cool How) veio ao Rio para dividir com 20 cariocas alguns caminhos e ideias itinerantes. A proposta não é dar fórmula mágica, mas, sim, orientar cada um na busca da forma de escrever, libertando o processo criativo. Além de exercícios, ela dá exemplos práticos de construção de texto, cita pensamentos, decupa textos e indica livros de diversos gêneros. As informações são trocadas de maneira ágil, esperta e consistente, do tipo que te faz ficar pensando em tudo que ouviu durante um bom tempo. São 10 horas de aula. E várias depois de reflexão (me encontro nelas até o presente momento).

Só para matar a curiosidade de quem lê, entre os exercícios, Cris pede que a gente faça uma lista de alumbramentos (situações que te deslumbraram a ponto de fazer você mudar seu ponto de vista). Fiz uma com 7 itens e a ideia é que ela siga ganhando enxertos a todo momento – ainda tenho muito com o que me alumbrar. Hoje mesmo já incluí um novo:  a Cris. Por quê? Porque ela é dessas que nos leva até a beirada do trampolim. Mas, pula junto com a gente. E de mão dada.

faltou um "s" nas esquinas, mas essa sou eu.

faltou um “s” nas esquinas, mas essa sou eu.

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Já falei aqui duas vezes do meu amor pelas casas de vidro. Outro destino do meu pensamento, cada vez mais constante,  são estradas arborizadas e casas isoladas, cercadas de mata. Me imagino indo e indo e indo quase que num plano contínuo, pegando um rumo no asfalto, no final da tarde, cercada de árvores grandes, de um verde denso, tarde sem fim, sol terminando, mas no céu acompanhando. Consigo até sentir o frio úmido subindo pela espinha, o vento gelado batendo no rosto, gelando o nariz.

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Olho as imagens desses lugares e automaticamente me transporto pra dentro delas. Por exemplo, me imagino nessa casa abaixo olhando para o que se passa pelo de fora da janela, ao redor e dentro de mim. E sempre penso num lago fazendo parte do entorno.

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tumblr_mrhrz4o98w1qzjq3ho1_500Nunca morei em nenhum lugar parecido, nasci e cresci em apartamento, no meio da cidade. Mas, estranhamente é para esses lugares que  me transporto quando fecho os olhos e quase sinto meus pés descalços pisando neles.  E atualmente é onde me sinto mais confortável e inspirada: nesse espaço que habito em sonhos. 

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Decidir o rumo de uma viagem pra Europa é sempre um dilema. É tudo perto e todo mundo quer opinar, te dando sugestões de onde ir. Quando você decide o destino, vem um diabinho e diz: “poxa, mas se você vai para X, por quê não vai também para Y, que é do lado?” Enfim, a história é desapegar. Não dá pra ver tudo… meu objetivo é curtir sem pressa, jamais me empolgo com a ideia de gincana maluca.

Então, depois desse pensamento, decidimos: Berlin, que mora já no coração, e Praga, cheia dos art nouveaus pra lá e pra cá. Sobre Praga, ouvi em uníssono: “Nossa, a cidade é lindíssima!”. Sim, Praga é linda e a maior atração, sem dúvida, são os prédios pela cidade, alguns indicando em que ano foram erguidos.

O Hotel Europa

O Hotel Europa

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Pirando nas portinhas

o lustre à la gatsby. cataploft.

O lustre à la gatsby. Cataploft.

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Sério que é tudo pintado assim? Sério.

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Ah… e é de 1897??? É.

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“Amiga, não é bizarro demais ficar fotografando toda porta que a gente encontra no caminho?”

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“É, “parcera”, mas como não fotografar? Vamos tentar então não virar a louca do instagram…”

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(Susto pra dentro, tipo soluço). Lindo.

Dos museus que fomos, o Museu de Artes Decorativas é O museu imperdível, assim como o do Mucha. No de Artes, uma área têxtil e gráfica admirável contam história através do tempo. No do Mucha, como bem esclareceu Bia, minha amiga designer e fiel companheira de viagem, você fica com queixo eternamente lá no chão quando percebe que o artista usava cores chapadas e conseguia criar  volumes apenas com traços. E eu sempre admiro a visão em saber  unir arte e trabalho comercial: dos pôsteres para divulgar balés de Sarah Benhardt (lindos, lindos!), passando pelas propagandas para Nestlé e Chandon, até as imagens das suas ninfas sedutoras envoltas em adornos e referências como o zodíaco, flores ou estrelas. Não tem fotos do Museu do Mucha, porque tudo em Praga tem que pagar para fotografar e, para arrependimento geral pós-pão durice, não pagamos…

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A parte gráfica é o ponto alto

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E essa caligrafia toda? Ai.

Fomos no Museu do Comunismo (passo) e também no bairro judaico, onde está o famoso cemitério . É impressionante e tristíssimo ver as tantas lápides caóticas… do tamanho de um campo de futebol, estima-se que lá estão mais de 100 mil pessoas enterradas em até 12 camadas.

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Dos locais clássicos, fomos no Café Savoy, a Colombo de lá. Lugar lindo, café bom e bom preço.

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No centro histórico, o mais bonito é o Orloj: o relógio astronômico medieval. Como define o wikipedia: “O Orloj é composto de três componentes principais: o mostrador astronômico, representando a posição do sol e da lua no céu, além de mostrar vários detalhes celestes; a ”Caminhada dos Apóstolos”, um show mecânico representado a cada troca de hora com as figuras dos apóstolos e outras esculturas com movimento; e um mostrador-calendário com medalhões representando o zodíaco.”

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Reza a lenda que ele foi criado em 1490 pelo mestre-relojoeiro Hanus e seu assistente Jakub Cech e que o mestre foi cegado para que não pudesse mais construir outro relógio parecido com esse. Ui.

O centro histórico você vê em no máximo duas horas, se não estiver a fim de subir para ver vista e coisas do gênero. Então, se você – assim como nós – não curte passeios a Igreja ou coisas muito muito turísticas, consegue ver tudo que tem de interessante em 3 dias tranquilos ou 2 dias no batidão. E acostume-se com a arte de andar olhando para cima sem tropeçar ou cair, porque as coisas mais bonitas de Praga estão no alto.

Há uns bons 10 anos, acharia inconcebível me ver praticando pilates ou alongamento, lendo sobre pensamento positivo ou mesmo meditando. Achava que não combinava com meu jeito rápido e ansioso. O que aconteceu é durante um bom período as músicas altas das aulas de localizada, o frenesi do spinning e os remédios passaram a não combinar com o que eu procurava e, ao contrário de me darem bem estar, estavam me fazendo ficar desanimada e sem motivação. Foi nessa fase que comecei a procurar maneiras novas (para mim) de mexer o corpo, acalmar a mente e, consequentemente, o espírito.

Primeiro de tudo, procurei massagens, já que não aguentava mais tensão nos ombros. Caí nas mãos maravilhosas da Cristine Pombo, que segue a filosofia ayurveda. Constatei que o que relaxa o corpo pode aquecer a alma e, de alguma maneira, trazer momentos de clareza e paz. Depois, comecei a fazer aula de pilates e fiquei impressionada com o efeito no equilíbrio e com a possibilidade de sentir músculos, tendões, sei lá o quê mais que eu nem sabia que faziam parte do corpo. Quem já fez uma aula sabe do que estou falando. Fica muito claro que somos uma engenhoca, onde uma parte do corpo se apóia e depende de outra. Muito louco. Depois, a conselho da Mag, passei a meditar. Justamente numa época em que eu repetia muito o bordão “preciso ficar quietinha um pouco, vai“. Eu achava que seria impossível tirar o turbilhão de pensamentos que passam velozes pela minha cabeça. Ao mesmo tempo, o excesso deles vinha me confundindo e atrapalhando o foco. Foi então que segui o conselho dela de começar “com apenas 3 minutinhos” pela manhã. O efeito? Mais foco e clareza.

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Então, quando vi o site Get Some Head Space (que descobri por conta da parceria feita com a Selfridges) … adorei. Ele é uma academia mental online e ajuda a guiar quem está começando na meditação. E eu me incluo nisso, já que ainda não consigo passar dos 5 minutos. Pretendo chegar aos 20 em breve, porque se com 5  já sinto diferença, com o quádruplo disso é capaz deu virar uma mini-Buda.

Brincadeiras à parte, vale tirar um tempinho para curtir o silêncio. Esse vídeo aqui resume bem o mood e já inspira para começar…

 

Um dos livros que estou lendo e adorando é “O Livro do Amor“, da Regina Navarro Lins. Resolvi começar pela parte 2, que trata do sentimento do Ilumismo à Atualidade. Estou quase na metade, lendo sobre o Romantismo. E tudo é muito curioso e levanta uma série de perguntas na minha cabecinha, desde o questionamento sobre até que ponto podermos treinar um sentimento, até a ideia de que, no fundo, toda forma de amar vale à pena, não há regras, cada um na sua, muita coisa em comum.

Ainda restam muitas tradições hoje, como o casamento por conveniência social (quantas pessoas vemos que se casam sem amor e continuam em relações que já acabaram?). Restam também fantasmas, como o medo de ficar sozinho. As dúvidas e expectativas em relação aos parceiros mudaram. Assim como, claro, a relação homem X mulher. Mas, parece que nascemos para formarmos pares. E daí, toda a revolução que vivemos agora, na era da individualidade.

Em um dos capítulos, ela publica uma anotação de Darwin, feita em 1838, quando o autor de A Origem das Espécies tinha 29 anos, pensava-se em casar, mas estava indeciso. Para clarear as ideias, ele anotou numa folha de papel as vantagens e desvantagem do casamento. Achei curioso e compartilho aqui:

Casar/Não casar

Casar
– Filhos (se Deus consentir)
– Constante companhia que se interessará pela gente (uma companheira na velhice), objeto de amor e distração, melhor do que um cão, de qualquer forma
– Um lar, alguém para tomar conta da casa
– Clássicos de música e tagarelice feminina
– Coisas boas para pessoas saudáveis (forçado a visitar parentes, mas uma terrível perda de tempo)
– Meu Deus! É inconcebível pensar em passar a vida inteira como uma abelha operária, trabalhando, trabalhando e, depois, nada
– Não, nem pensar. Imagine viver todos os dias solitariamente num quarto sujo e enfumaçado de Londres
– Pense apenas numa bela e dedicada esposa num sofá, uma boa lareira, livros e música talvez

Não casar
– Liberdade de ir e vir para onde quiser – escolher a vida social. Conversas com homens inteligentes nos clubes
– Não ser forçado a visitar parentes e a se envolver com ninharias
– Ter despesas e preocupações com os filhos
– Brigas talvez, perda de tempo
– Não poder sair à noite
– Gordura e ociosidade
– Angústia e responsabilidade
– Menos dinheiro para livros etc
– Ter muitos filhos requer maior esforço para ganhar a vida (trabalhar demais pode ser prejudicial à saúde)
– Talvez minha esposa não goste de Londres, neste caso a sentença é o banimento e a degradação em meio a gente tola e ociosa

Tendo avaliado os custos e benefícios, Darwin se decidiu. Em 29 de janeiro de 1839, pouco antes de fazer 30 anos, casou-se com sua prima Emma Wedgwood.

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Charles e Emma

Segundo publicações, os dois viveram juntos por 43 anos um casamento de muito apoio e respeito. Emma incentivou-o a publicar A Origem das Espécies, assim como foi defensora das ideias de Darwin, mesmo após a morte dele e mesmo sem compartilharem da mesma religião (o que causou uma crise durante um tempo no relacionamento).

Será que uma conveniência duraria 43 anos? Ou será que era amor?

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Todo final do ano vivo o sentimento de retrospectiva. Edito alguns sentimentos e acontecimentos e crio um filmezinho na minha cabeça misturado com páginas de livros, onde frases e imagens se misturam. Fica difícil achar linearidade – até porque nem curto a linha reta – e me divirto num ir e vir de impressões.

Algumas pessoas são recorrentes no filme. E daí, eu concluo que elas foram as mais importantes. Elas estiveram perto na ida à praia, no BG, nos almoços sem fim, nos cafés, nas horas ruins e boas ou simplesmente mandaram uma mensagem naquela hora que eu estava pensando em mandar uma também. Para quem não acredita em coincidências, mas vive ao acaso, esses sinais podem trazer sentimentos incríveis, respirações, inspirações, expirações novas e uma imensa gratidão. E cada história vivida por elas também virou minha história de alguma maneira. Aprender. Ouvir.

Algumas músicas estiveram em todas as playlists: a da academia, a da praia, a que foi comigo pra Paris, Londres, Berlin. Buzzcocks, Talking Heads, Oasis (pra quem nunca havia ligado muito antes), Amy, Cypress Hill, Cake (que bom relembrar e reouvir muitas e muitas vezes), LCD. Os sons que acompanharam passos também marcaram cada descoberta e viraram trilha sonora desse filme. Sentir. Pulsar.

Alguns pensamentos também entraram num delicioso e cadenciado ir e vir. A gente sabe que, hoje, basta uma visita observadora à timeline de qualquer pessoa, que logo percebe-se o que a caracteriza, alguns gostos (bares, restaurantes), alguns olhares (fotos de coisas, lugares, pessoas), o jeito de escrever (sem acento, atropelado, longo). Vejo na minha uma queda enorme pela luz e sombra em 2012. Muitas imagens p&b. Muitas citações à liberdade e ao amor. O eterno fascínio pelo punk, com a vibe crua, direta, visceral, sem rodeio. Random. Repeat.

E aí, quando me perguntam “e o seu ano foi bom?”. Eu sempre respondo que “sim, sim, foi ótimo”. Até tudo que é difícil é bom para uma sagitariana, com ascendente e lua em sagitário. Não compartilho daquelas ideias assim: “o que passou, passou”, “ainda bem que acabou”, “já vai tarde”. O que passou reverbera e transforma, faz parte do todo e, por isso, é parte da gente. Eu levo esse acervo comigo e me orgulho dele. 2012 foi maravilhoso, professor, amplo, cheio de coisas para compreender, respirar, desbravar, digerir. Trouxe ainda mais para perto amigos que estão na mesma conexão e vôo. Foi ano imperativo, que bateu na porta e pediu presença. E eu fui, eu vim e estou. Presente.

O último destino foi Berlim, outra cidade que todos diziam que eu ia amar, talvez até mais que Londres. Ainda não sei responder essa questão – porque não sei se dá para comparar e eleger uma -, mas, de fato, é outro lugar que te faz querer ficar pelo menos 1 mês nele se perdendo pelas ruas, galerias, bares e pessoas.

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Antes de ir, um amigo disse: “Berlim é a terra do foda-se”. Diante dessa apresentação, já comecei a  pré-amar a cidade.

esse outdoor pra mim ilustrou super bem o clima "foda-se land"

esse outdoor pra mim ilustrou super bem o clima “foda-se land”

Ficamos no Mitte, num apto super bem localizado (tks, Airbnb e GreatStay) que nos permitiu fazer tudo a pé. Ouvi muitos alertas de “nossa, vai estar muito frio, se prepara”, mas a verdade é que estava bem tranquilo nos dias que passamos por lá e eu amei sentir o frio que a gente nunca tem por aqui.

A cara de recente pós-guerra ainda toma conta do lado Oriental – o único lado onde vale à pena circular, já que o ocidental, como meu kraft amado Sérgio me disse e confirmei, é como qualquer outra cidade. São prédios de concreto, acizentados, duros, misturados a portões grandes grafitados e, em volta, por trás e pelo lado, muita natureza. Por trás de cada muro ou grade meio fudida, tem uma árvore, plantas….contrastes muito lindos, principalmente no inverno quando as folhas ganham cores que não vemos aqui: amarelas, rosas, vermelhas, marrons e verdes berlinenses.

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Assim como eu ficava louca com os banheiros dos pubs em Londres, minha pequena obssessão em Berlim era com os portões todos grafitados e/ou com poster colados e/ou descascados das casas e prédios. Adorava também ver plaquinhas e sinalizações como essa logo abaixo:

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Pegamos dois dias com luzes lindas de final de tarde, do tipo que me fez agradecer por poder estar ali, naquela hora, com duas grandes amigas da vida. Sério.

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E aí, enquanto você anda por ruas tranquilas, planas e feitas para se passear (a pé ou de bike, como a maioria das pessoas), pode curtir os currywursts, bratwursts ou bockwurts-delícia com uma Berliner. E depois, dar aquele rolezão cultural pela Ilha dos Museus, onde fomos no Pergamon e no Neues (onde tem a famosa estátua da Nefertiti, que, aliás, é de babar mesmo). Os domos verdes são uma característica forte na arquitetura de museus e igrejas.

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direto da babilônia essa parede linda, linda, linda

pergamon: lá tem essa parede linda, linda, linda, vinda direto da babilônia

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Os pilares imponentes que antecedem a entrada do Neue

Os pilares imponentes que antecedem a entrada do Neues

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hieróglifos sempre me encantam

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a rica arte islâmica

e direto do egito pra berlin

passeio pelos tempos remotos

E se você quer arte contemporânea, claro que também tem. Muito. O Hamburger Banhof e a Me Collectors Room são imperdíveis e acho que o ponto alto de tudo que fui por lá. Assim como as galerias da Augustrausse e o C/O (onde estava rolando uma expo foda do fotógrafo Joel Sternfeld) e onde tirei uma foto num photobooth americano original de 1962.

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um pedaço de um dos murais no caminho para a sala 1

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outro pedaço

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Entrando na Me, fiquei passé composé com coisinhas estranhas e delicadas, tipo saídas de algum lugar magicamente mórbido e divertido, como esqueletos, mini esculturas de vísceras em porcelana e coisas do gênero. Daí, li sobre essa sala especial e olha só:

Wunderkammer or ‘cabinets of curiosities’ first evolved during the Renaissance to house collections of exquisite artworks (artificialia), rare natural objects (naturalia), scientific instruments (scientifica), objects from foreign lands (exotica) as well as the mysterious and unexplainable (mirabilia). Berlin also had its own art cabinet, which was founded by Prince-elector Joachim II (reigned 1535-1571). However, the few surviving objects have since been dispersed throughout various museums. The Wunderkammer Olbricht at me Collectors Room has revived the old tradition of cabinets of art and curiosities in Berlin. It gives us a deeper insight into the past, and is still capable today of achieving exactly what it did 200-300 years ago: astonishing and captivating an audience.

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sim, é uma pulseirinha simulando ossinhos e o caixão com esqueletinho cute

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No andar de baixo, mais morbidez, mas em outro estilo, contemporâneo. E também muito deboche e crítica. Adoro.

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incrível essa tapeçaria

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E aí, depois de ver isso tudo, te resta, sei lá, tomar uma Berliner, colocar o iPod, sair andando pela cidade, se deixando surpreender por intervenções tipo essa aqui, que estava em vários lugares, e chorar um pouco por ter que voltar pra casa. Já com gosto de quero mais. Muito mais.

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Vale baixar o app da Time Out para dicas de coisas para se fazer por lá. E para entrar no mood, o blog Crônicas de Berlin e o insta Berlinstagram. Os dois estão também no face aqui e aqui.

Você tem que ir para Londres, é a sua cara!” – talvez essa tenha sido a frase que mais ouvi quando o assunto girava em torno de lugares para onde ir, destinos esperados, inesperados, desejados. Depois de Paris, fiquei 7 dias por lá, pouco tempo para entender a roda, o mecanismo, os movimentos como um todo. Mas, o suficiente para me apaixonar. A cidade é cheia de contrastes equilibrados e civilizados. É urbana, cosmopolita, mas mantém um lado histórico fortíssimo. Parece tumultuada vista de fora, mas é muito organizada. Jovem, aconchegante, cheia de ruelas, assuntos, sons e pessoas para se ver e descobrir.

Bom, chegando por lá eu já sabia que não conseguiria conhecer nem 1/3 do que queria. E saber disso foi o suficiente para fazer da viagem um fluxo leve e constante, do tipo: me leva onde for. Nos passeios entre as Zonas 1, 2 e 3 e, fiquei seduzida pelos mercados de rua, onde barraquinhas e cheiros se misturam e você pode ou almoçar em pé mesmo ou fazer as compras para cozinhar para amigos em casa. Fomos em dois mercados: o Borough e outro em Brick Lane.

quanto tomato!

quanto tomato!

até em forma de <3

até em forma de ❤

a moça na maior eficiência pra servir uma fila de pessoas carentes de um wrap de camarão

a moça na maior eficiência pra servir uma fila de pessoas carentes de um wrap de camarão

Diferente das feiras aqui do Rio, esses mercados ficam amontoados de pessoas de todas as idades – mas, na maioria jovens – que fazem disso seu programa de final de semana. Tem comida de tudo que é lugar do mundo: Lituânia, Tailândia e até Brasil (só tinha açaí e sucos. Eu aposto que a tapioca ia bombar em Brick Lane). E tem gente comendo sentada, em pé, ninguém tá nem aí.

Brick Lane: comidinhas, pubs, roupas, tudo, tudo, tudo

brick lane: comidinhas, pubs, roupas, tudo, tudo, tudo

thai food – as moças que serviam eram as mais charmosas mexendo temperos e frutos do mar nas super woks

singapore style

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nos mercadinhos independentes, bijous, coisas para casa e roupas. essa barraquinha vendia roupinhas para babies/papis roqueiros.

nos mercadinhos independentes, bijous, coisas para casa e roupas. essa barraquinha vendia roupinhas para babies/papis roqueiros.

campanha free pussy riot até nas frutas de brick lane!

campanha free pussy riot até nas frutas de brick lane!

daí, como toda feira tem figuras, esse cara é o mr xadrez, que jogava contra 3 ao mesmo tempo. sentado em uma cadeira com rodinhas, ele ia de um lado para o outro deslizando e dando xeque-mate em geral.

daí, como toda feira tem figuras, esse cara é o mr xadrez, que jogava contra 3 ao mesmo tempo. sentado em uma cadeira com rodinhas, ele ia de um lado para o outro deslizando e dando xeque-mate em geral.

isso chamou nossa atenção. tocava um reggae, em duas caixas de som, enquanto a fumaça saía dessa parada. achamos... conceitual. e rimos. e fotografamos.

isso chamou nossa atenção. tocava um reggae, em duas caixas de som, enquanto a fumaça saía dessa parada. achamos… conceitual. e rimos. e fotografamos.

Depois de alimentados, fomos na Rough Trade. E eu que não comprava um CD físico há pelo menos uns 5 anos, comprei 4 coletâneas da própria Rough, três livros e ainda quase me rendi aos vinis. Tinha Joy Division, tinha New Order, tinha..tinha..TUDO.

perdição. sem mais.

perdição. sem mais.

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e nos rendemos ao photobooth da rough. claro.

e nos rendemos ao photobooth da rough. claro.

Depois, cada um mergulhou em seu devido pint e a felicidade de opções sem fim. Fiquei louca com os banheiros dos pubs. Muita gente me perguntava: “nossa, onde você tirou essa foto?” Bom, era tudo banheiro, gente.

tipo esse

tipo esse

esse

esse

esse

esse

esse....

esse….

tem mais...

tem mais…

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tem mais…

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nesse pub, como dá para notar, só tocava metal. e o banheiro era no mood.

no pub que só tocava metal

ainda no metal

Dando uma pausa no pints, os museus são de se perder. Visitar a Torre de Londres pode ser uma experiência tão incrível quanto se deparar com um Daniel Judd ou um Rothko (detalhe: uma sala só dele) no Tate.

Rothko, meu coração bate forte por você.

Rothko, meu coração bate forte por você.

Judd, por você também.

Judd, por você tambêm.

Susumu Koshimizu

Susumu Koshimizu

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Ao mesmo tempo que você se depara com tanta contemporaneidade de um lado, também se deslumbra em ver coisas de épocas muito antigas multiplicadas, proliferadas, acessíveis, preservadas em tudo que é lugar, centenas, milhares delas. De katanas samurais do período Endo a tapetes islâmicos, portais da idade média ou esculturas romanas.

katanas - como não cair o nipo-queixo?

katanas – como não cair o nipo-queixo?

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essas coisas lindas são tsubas, as guardas das espadas samurais, que ficam entre o cabo e os separadores/lâminas

portões. quando vi isso, uma sala inteira deles, pensei: meu deus, como é que neguinho pensou em guardar portões? que viagem....

portões. quando vi isso, uma sala inteira deles, pensei: meu deus, como é que neguinho pensou em guardar portões? que viagem….

Claro que fui no Victoria & Albert e adorei ver o resumão da história da moda com uns trajes que contam isso ali ao vivo e a cores.

adoro acervos de moda praia

adoro acervos de moda praia

Lanvin, sempre elegantemente ousada

Lanvin, sempre elegantemente ousada.

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vivienne, musa máxima

punk

punk

e ainda tem essas revistas bauhaus

e ainda uma acervo enorme de publicações como essa….

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na esqueda, um jornal dadaísta

câmeras antigas

rádios antigos

e eu amo ver os estudantes fazendo desses espaços o espaço deles

e eu amo ver os estudantes fazendo desses espaços o espaço deles

no museu de história natural, ela anotava atenta tudo o que a professora falava. o jaleco dizia algo como: desbravadora de dinossauros. <3

no museu de história natural, ela anotava atenta tudo o que a professora falava. o jaleco dizia algo como: desbravadora de dinossauros. ❤

Enfim, muita riqueza. Muito esbarrão em histórias antigas e novas. O grande resumo é: você quer comprar roupas bacanas? É possível e tem para todos os bolsos. Você quer comer comida de rua, quer um sanduíche to go ou quer comer num restaurante fodaço? Tem também. Quer tomar um pint das melhores cervejas? Tem um pub a cada dois passos, cada um com seu estilo, mas todos prontos para receber o happy hour e as happy pessoas. Quer ver arte contemporânea, quer ver torres medievais? Também tem. Em Londres, tem tudo. Existe de tudo. Tem todo tipo de pessoas, todo tipo de coisa, todo tipo de lugar, todas as línguas. O convívio é possível, é real, essa é a sensação. E junto uma sensação deliciosa e ampla, de que você pode, sim, usufruir de tudo que o lugar te oferece. Inclusão.

Ah! Sim, Londres é a minha cara.

Roger e Carol, tks por tudo. Ano que vem tô de volta! E Razal, que a gente ainda tome muitos pints together!

Dica: o app da Time Out tem dicas ótimas!

Toda viagem começa com a ansiedade de conhecer o novo, o que a gente nem sabe o que é e um quase pânico de não conseguir ver tudo que se propõe. Bom, a vontade de ver o novo foi na mala e no coração. Já a ansiedade em ver tudo resolvi deixar de fora e fiz a viagem com a ideia de curtir os dias, o tempo, os lugares e as pessoas sem a menor preocupação com o que faltaria ser visto. Afinal, sempre falta alguma coisa. Todos os dias. Até na esquina de casa.

Dos 20 dias, o primeiro destino foi Paris, com minha mãe, realizando um sonho antigo dela. Paris tem um clima encantador de “parei em 1920“. A Belle Epoque parece existir ainda, as pessoas andam devagar, as ruas e céu grande abraçam as caminhadas, as coisas juntas constróem um cenário de um outro tempo. Os prédios são lindos e fazem você pensar em morar neles, a todo momento…ainda que a cidade não seja no ritmo que amo para a vida.

Impressionante a quantidade de pessoas que sabem falar espanhol. Quando eu dizia que não falava francês, automaticamente – isso em banca de jornal, resturante, na rua ou no café – me perguntavam: espanhol? E aí, tudo fluía.

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uhn..acho essas sacadas a minha cara…

o céu enorme perto do sena, a caminho do louvre

o céu enorme perto do sena, a caminho do louvre

os parentes japa eram os mais chiques de paris e fotografavam mais que eu. claro.

os parentes japa eram os mais chiques de paris e fotografavam mais que eu. claro.

mais clássico impossível

visual mais clássico impossível

a famosa pirâmide de vidro

Os museus são o grande passeio da cidade. Perto do Louvre, tem o D’Orsay e o L’Orangerie (nesse, não consegui ir). Mergulho na arte, no tempo e nas construções de cair o queixo. No Louvre, você entra para ver a Monalisa e se depara com o pescoço doendo de tanto olhar pras sancas e pinturas no teto.

Monalisa - a intrigante e sedutora

Monalisa – a intrigante e sedutora – láaa no fundinho

e esse teto? afe.

e esse teto? afe.

Tentei ver Hopper no Grand Palais, mas a fila de espera era de 4 horas. Atravessei a rua e fui no Petit Palais, que tem uma acervo ótimo de objetos Art Nouveau e um jardim desses de passar horas olhando.

no jardim do petit palais

no jardim do petit palais

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Fora os museus, a ideia é calçar as botas, botar o cachecol e sair andando meio sem rumo. Rodando pelos arredores de Saint Germain, perto ali da Notre Dame (linda), dei de cara com a Shakespeare and Company.

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emoção

Shakespeare and Company é o nome de duas livrarias independentes de Paris. A primeira foi aberta por Sylvia Bleach em 1919 e era um local de econtro para nomes como Hemingway, Ezra Pound, James Joyce. Em 41, ela foi fechada pela ocupação alemã e nunca mais reabriu. Em 1957, George Whitman abriu uma livraria com o nome de Le Mistral e renomeou-a de Shakespeare and Company, em 1964, como uma homenagem. A livraria aparece em Antes do Pôr-do-Sol e em Meia Noite em Paris. Do lado, tem um sebo, chamado Antiquarian Books, com esse quadro de giz muito incrível do lado de fora.

porta colada com porta

porta colada com porta

Depois, um passeiozinho pela arquitetura gótica da Notre Dame. Segundo a wikipedia, ” o local da catedral contava já, antes da construção do edifício, com um sólido historial relativo ao culto religioso. Os celtas teriam lá celebrado as suas cerimónias onde, mais tarde, os romanos erigiriam um templo de devoção ao deus Júpiter. Também neste local existiria a primeira igreja do cristianismo de Paris, a Basílica de Saint-Etienne, por volta de 528 d.C.. Em substituição desta obra surge uma igreja romana que permanecerá até 1163, quando se dá o impulso na construção da catedral.” Interessante…

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os ângulos da notre dame, por dentro

os vitrais

os vitrais

e por fora, muita riqueza de detalhes

e por fora, muita riqueza de detalhes

lindo

lindo

Bom, o passeio mais esperado de todos era Versailles, que eu sempre quis conhecer. Você pega o RER e ele chega lá em 40 minutos, quase te deixa na porta. E o lugar? Bom, de desmaiar. Acho que poderia passar minhas férias olhando a vista pelas janelas e caminhando naquele jardim…

os portões imponentes

os portões imponentes

ai ai

ai ai

e a famosa sala de espelhos

e a famosa sala de espelhos

Das lojas que visitei, a melhor foi a Kusmi Tea e a Colette. Da primeira, saí com gifts para a irmã. Na segunda, a perdição foram os livros, cadernos (ambos voltaram na mala), jóias e semi-jóias (essas, infelizmente, ficaram por lá).

a vitrine = i die

a vitrine = i die

e tava rolando o lançamento desse livro: i wanna be me (ótimo nome)

e tava rolando o lançamento desse livro: i wanna be me (ótimo nome)

Para isso tudo, contei com a ajuda dos roteiros do incrível Conexão Paris – leitura obrigatória para quem vai para lá…

Acredito que todos que trabalham com criatividade precisam ter escapes mais comuns e fundamentais que a maioria dos  mortais. Talvez por isso a maioria hoje dos meus amigos e conhecidos que trabalham com áreas criativas – literatura, moda, música, marketing, design – tem como sonho ter seu próprio negócio. E muitos deles já tomaram esse passo. O principal motivo? Ter controle sobre o tempo e, consequentemente, melhor maturar suas ideias, rendendo muito mais. Hoje, 99% das empresas – ainda as que se consideram demasiadamente livres ou criativas – ainda impõem uma carga horária puxada para qualquer um que vive em um centro urbano em pleno 2012, além de não incentivar projetos paralelos (a começar pela carga que exigem) – ou seja, tudo o que vai contra qualquer fluxo criativo. E tudo que a gente não quer é interromper as inspirações que podem ocorrer às 8h da manhã ou às 11h da noite.

Então, fico feliz quando vejo alguém correndo atrás de realizar seu próprio sonho e entender como é passar para o outro lado e administrar não só o seu tempo, como lidar com o dos outros. O desafio é grande? Claro que é. É fácil? Claro que não. Mas, acho incrível e aposto muito, porque sempre fui das que acredita que toda e qualquer mudança é positiva, desde que ela se torne um aprendizado.

Dei essa volta toda para falar que fiquei muito feliz quando vi  três amigas meterem a cara, o coração e o estômago e montarem suas marcas. A Priscila Amorim montou a Ô (só o nome já não é instigante?). A Raquel Ferraz montou a YES I AM (o nome também é audácia pura, não?) e a Fafi Vasconcellos montou seu ateliê de noivas. O mais interessante é ver que nenhuma enveredou pelo nicho meninas-jovens-que-querem-novas-tendências. Cada uma apostou em uma linguagem e público diferente e cada uma criou uma comunicação para se apresentar.

A Ô foi lançada em um evento no 00, no melhor clima entre amigos. Entre os drinks e a delícia de encontrar conhecidos, um espaço foi dedicado a apresentar, em araras, as peças recém-nascidas – com um mix de materiais impressionante para uma primeira coleção. Ah! Você saía da festa com um catálogo, um moleskine da marca  e se quisesse comprar, era só entrar no e-commerce no dia seguinte. Luxo.

A YES I AM aposta nas peças básicas. Sim, quem não quer uma boa calça jeans e camiseta? Mas, e onde achar? Pronto. Agora você já sabe: na loja online da marca!

Para se apresentar, um vídeo com uma trilha mara:

A Fafi apostou nas Cinderelas urbanas e suas personalidades e desejos distintos para criar vestidos incríveis! No facebook do Atelier, você acompanha todas as novidades.

Inspirador, não? E de verdade.
É empreender para crer.

Ou o contrário?

….

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