Arquivos para categoria: sustentabilidade & meio ambiente

Quando se fala de cidade abandonada, logo me vêm à cabeça imagens de filmes: prédios descascados, ruas cinzas, céu pesado, ventania levando as sobras pelo asfalto. Então, quando vi essas fotos de cidades russas assustadoramente ainda habitadas me lembrou isso tudo. Só que pior.

As fotos abaixo são de Cherepovets, onde funciona uma das mais importantes zonas industriais do noroeste do país. Por conta disso, o índice de poluição é altíssimo. Em 2005, um dos habitantes, Nadezhda Fadeyev, que ficou seriamente doente por consequência do péssimo meio ambiente, teve seus custos de realocação de moradia bancados pela Federação Russa, após 10 anos lutando por isso. O caso está aqui.

(image credit: Elena Chinarina)

(image credit: Elena Chinarina)

A cidade de Norilsk é a mais assustadora e está entre as 10 mais poluídas do mundo. Vamos aos dados: a expectativa de vida dos habitantes é de 46-48 anos e a cidade foi originalmente construída por prisioneiros, sendo que a maioria já morreu. As construções são erguidas em cima de placas de gelo, então eles se deterioram rápido. Lá, a temperatura média é de 10 graus abaixo de zero, já tendo sido registrados momentos de -56C.

(images credit: Schegloff)

Essa é a grocery store de lá / images credit: Schegloff

A neve cobre tudo

Pegar bus? Nem pensar...

Segundo a wikipedia, a poluição metálica nas proximidades é tão elevada que já é economicamente viável minerar o próprio solo, de tão poluído que se encontra com platina e paládio.

Medo.

Eu adoro descobrir e conhecer, ainda que por livros ou fotos, hotéis espalhados pelo mundo. Acho que cada quarto termina fazendo parte de um enredo novo, contando um pouco do local e transformando o dormir e acordar em história pronta para ser registrada no caderninho de viagens.

Por conta disso, além de assinar várias news de decor e design, comprei o livro The World’s Coolest Hotel Rooms, publicação do The Cool Hunter. Hoje, folheando, três hotéis me chamaram a atenção: Hotel Básico (México), New Majestic Hotel (Cingapura) e o Semiramis (Grécia).

O Hotel Básico fica em Playa del Carmen e tem projeto assinado pelo grupo Omelette. Materiais reciclados de refinarias de óleo e fábricas foram usados na construção, dando ares industrial chic para o hotel. No quarto, uma polaroid está disponível para registrar o que o visitante desejar…

O New Majestic Hotel, em Cingapura, tem projeto assinado por Glen Goe e Collin Seah apresentando referências art deco e modernas. São 30 quartos diferentes, com iluminação e decoração individuais. A piscina que você vê logo abaixo, do lado da foto da entrada do Majestic, fica em cima do restaurante. Quando alguém passa nadando por cima dos círculos cortados, faz reflexo nas mesas de jantar abaixo.

O Semiramis, em Atenas, é assinado pelo onipresente Karim Rashid. A mistura, claro, é kitsch e contemporânea, com linhas sinuosas e muitas cores. A tecnologia é um dos fortes do hotel, que usa projeções de vídeo e permite que hóspedes deixem mensagens em LEDs em suas portas como “privacy” ou “please, make up room”.

Vale lembrar que meu aniversário é dia 30 e reservas em qualquer um deles está super valendo como presente…

O projeto Metamorphis, de Philips Design, tem objetivo trazer um pouco do que acontece no mundo exterior para dentro de casa. Nada mal para um cotidiano onde somos cercados por muros e construções altíssimas, que terminam isolando o contato com a natureza.

O projeto tem itens como uma parede formada por um jardim hidropônico, proporcionando renovação do oxigênio; um quarto iluminado por luzes do sol e da lua, com filtro para freqüências UV; e a sundial table: uma mesa com fonte de luz, localizada sob o tampo, que reflete o ângulo do sol, nos conectando som o ciclo natural do astro-rei.

 Super lúdico, mas não custa nada sonhar.

Ter uma casa na árvore é um sonho de toda criança. Mas, a brincadeira de ter um espaço fora do chão, isolado e diferente, por si só já é lúdica e suficientemente fascinante e a memória termina se transformando em desejo para adultos. Principalmente, quando a gente vê um projeto como o Tree Hotel


The Mirrorcube: toda espelhada e com vista 360 graus. Para evitar
colisão de pássaros, foi aplicado um filme transparente e ultavioleta que somente é visível para os voadores.

O hotel, que fica na Suécia, inclui 6 casas feitas por diferentes arquitetos, todas com medidas entre 15 e 30 m2 e de 4 a 6 metros do chão.  Cada uma tem sua peculiaridade, mas todas pretendem ser o mais ecologicamente corretas possíveis.

The Cabin: lembra uma cápsula e tem vista para o  vale.

The Blue Cone: leve, construída em madeira e com uma ponte que leva a ela, lembra uma casa de passarinho.

The UFO: ótimo para os sci fi fans..

The Bird´s Nest teve como objetivo constrastar exterioer e interior:por fora, discreta e disfarçada na natureza. Por dentro, decoração moderna.

Room with a view: em construção, tem 3 cabines. Da sala de jantar, você tem a vista do rio. Do quarto elevado, a floresta. E do banheiro,
o céu. O terraço é rodeado de árvores. A construção por fora será de madeira escura, refletindo a luz do sol e o interior foi pensado para dar a sensação de aconchego.

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Alguns dos módulos estão em construção, assim como a sauna. Os preços variam, mas começam em torno de R$1000 reais/diária.

Casa no campo, que nada. Quero é casa na árvore…

Desde 2006, o Greenpeace apresenta o Guide to Greener Electronics, um ranking das 18 empresas de tecnologia mais ecologicamente corretas. Segue o resultado divulgado em janeiro deste ano:

Para estar rankeada, a empresa precisa seguir 3 critérios:

Eliminar substâncias tóxicas de seus produtos;
– Retirar e reciclar seus produtos, responsavelmente, uma vez que se tornem obsoletos;
Reduzir os impactos climáticos de suas operações e produtos.

Mais detalhes sobre o ranking e critérios, você vê aqui.

Ser ecológica é, antes de tudo, ter hábitos individuais pensando no coletivo. E, como todo hábito, requer treino, consciência e aprendizado, por isso, tudo ainda é tão difícil de ser assimilado e transformado em práticas no dia a dia.

Lendo hoje a Galileu, intitulada O Futuro da Comida, parei para pensar nela como item a contribuir ou não com a preservação ambiental. E não o que é feito com os resíduos que não são consumidos ou embalagens delas e, sim, sobre o quanto de energia é gasto para se comer um bife, por exemplo. Sim, um bife. O gasto energético, desde a criação e recursos naturais necessários, até o combustível gasto no transporte para que ele chegue até nós, é imenso. Coisas sobre as quais não paramos para pensar, até porque não nos é dada ainda tanta informação a respeito…

Alex Atala na capa da Galileu

Leia um trecho da matéria aqui.

A produção de embalagens ecologicamente corretas ainda é um desafio por aqui, tanto pelo custo, quanto pelo fato de que poucos já se conscientizaram de que a atitude correta, que é reaproveitar e não desperdiçar, é o que mais conta. Ontem, falando com a Frau no telefone, comentei: “todo mundo tem ecobag. Mas, não uma ecobag e sim umas 10 ecobags, de diferentes cores e formatos, que são usadas para ir à praia, academia e raramente na hora das compras.” Ou seja: nada eco…

Fora outro dilema estilo vendemaisporqueéfresquinho ou éfresquinhoporquevende mais: o plástico demora para se decompor, mas permite uso mais prolongado do que o papel, por ser mais resistente, além de gastar bem menos energia na hora da produção. Já o papel é mais poluente na hora de ser produzido, mas permite reciclagem de melhor qualidade e menor custo… ou seja: o que fazer?

Então, quando vi hoje a embalagem nova da Puma, criada em parceria com a fuseproject, adorei pela solução: uma sacola molenga, simples, mas estruturada por uma caixa de papelão ainda mais simples, dentro da qual o tênis vai embalado. O design ficou atrativo e permitirá com que 60% dos custos de água e energia sejam poupados em um ano.

A embalagem demorou 21 meses para ser criada, depois de cerca de 2 mil idéais e mais de 40 protótipos diferentes desenvolvidos. Além de toda a redução dos custos de água e energia, ela também, reduz o custo de envio, por ser leve.

Kitty Came Home é uma marca australiana que faz acessórios fofos, com materiais de segunda mão: PVC reciclado, tecidos e botões antigos. O forte são as carteiras de mão, como essas:

Cara vintage again…

Quando entro no Casa&Vídeo e vejo aquela sessão de potinhos, fico louca e quero levar vários. Não me pergunte porquê isso acontece, mas fiquei feliz quando descobrei que duas amigas que têm o mesmo impulso ao se depararem com os mini containers.

Hoje, quando vi esse lançamento da Coza, adorei:

O kit vem com dois potes de 30ml e dois potes de 6ml, que podem ser usados sozinhos ou encaixados, que nem Lego. E a embalagem é super eco: é produzida de pet reciclado, que “utiliza menos energia na sua produção do que a resina virgem, além disso, reduz o lixo e a emissão de gases”.

Tentei comprar na loja online deles, mas ainda não está à venda por lá. Droga…

Em todos os assuntos em torno de sustentabilidade e hábitos eco-necessários, sempre fala-se da água: o desperdício dela em alguns países, a falta dela em outros e o futuro totalmente sem esperanças, caso ela seja racionada ao extremo. Mas, ainda tem outro fator: as embalagens de plástico onde elas são embaladas.

Pensando nisso, a Coca-Cola lançou, no Japão, a marca de água Ilohas, que, além de ter embalagem reciclável, é mais leve que as outras, gerando muito menos lixo. Depois que você toma a água, a embalagem pode, simplesmente, ser dobrada (sim, dobrada!) e jogada fora. Segundo a companhia, o fato dela pesar menos que as garrafas normais gera 3.00o toneladas de carbono a menos, em sua produção.

A campanha de marketing da Ilohas incentiva a reciclagem, se valendo de uma “1-2-3 action“:  1. buy (!), 2. drink, 3. remove-label-twist-and-discard. 

Aqui no Circulador, eu já falei sobre o movimento Bundy on Tap, que fez com que Bundanoon, na Australia, se libertasse da compra de águas industrializadas, diminuindo não só o custo dessa compra pelos mercados e outros vendedores, como o lixo que as embalagens geravam.

Exemplos a serem seguidos.

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