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Falar sobre mulher é sempre complicado. Sou uma e sei disso. Distinguir assuntos e atos por gêneros me soa machista às vezes e em outras, me soa feminista e aí o assunto vira um caminho sem volta. Mas, eu acredito nas diferenças do corpo e fisiológicas e, principalmente, nas culturais/comportamentais. Sem entrar muito a fundo no que isso toca – são muitas questões  – sempre acho que a Dove consegue falar disso, mexendo em um dos pontos mais sensíveis às mulheres: auto-estima e, consequentemente, (a real) beleza.

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A nova campanha fala sobre Selfies e de uma maneira que não tinha pensado sobre. Em vez da condenação pela auto-exposição e vaidade, ela enaltece justamente esses pontos para falar sobre auto-estima e de como a busca pelo melhor ângulo, pose, sorriso, pode redefinir o conceito que temos sobre a nossa beleza. E mais um ponto: a ação une mães e filhas adolescentes. Olha só:

Vale lembrar que a campanha anterior – na minha opinião, a mais poética e linda – falava sobre o impactante fato de que apenas 4%  da população feminina mundial se considera bonita.

Vale passar um tempo maior em frente ao espelho e se olhar de maneira mais gentil.

Desenhos sombrios e leves. Pode essa combinação? Sim, pode. A artista Fuyuko Matsui aposta nela para fazer essas pinturas perturbadoramente lindas:

Misto de sonho e pesadelo

O trailer de Somewhere, o novo filme de Sofia Coppola, já está na rede. O drama, que tem estréia marcada no Festival de Veneza, fala sobre o encontro inesperado de um ator encrenqueiro ( Stephen Dorff) com sua filha de 11 anos (Elle Fanning). O encontro faz com que ele repense várias questões da sua vida, cheia de excessos.

O longa foi filmado no Chateau Marmont, em Hollywood, hotel conhecido por ser frequentado por celebrities. A trilha é assinada pela banda Phoenix, liderada pelo love de Sofia. A produção é do seu irmão, Roman Coppola, e seu pai, Francis Ford Coppola, é produtor executivo. Segundo alguns boatos que correm pela internet, o longa inspira-se na vida da diretora.

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Gente, eu amo a Oprah. Fico realmente feliz quando acordo e ainda dá tempo de ver um trechinho antes de ir pro trabalho.  Acho incrível como ela pega um tema e realmente o destrincha, de vários ângulos, convidando pessoas de áreas diferentes, envolvendo platéia, fóruns na internet, relatos pessoais…  Considero o único talk show popular que não é banal, nem sensacionalista.

Hoje vi um especial, dividido em subtemas, sobre beleza com o Dr. Oz. Apesar de achar tudo que ele fala curioso (e acreditar, já que Oprah assina embaixo), acho ele chato, afobado, vaidoso além da conta e muito mecânico. Mas, bizarro mesmo foi assistir a um dos capítulos do especial, onde uma mulher reclamava de queda de cabelo. Eis que, na tela, aparece uma imagem dela, há duas semanas, ok. E agora, desbastada.

Daí, o Dr. Oz vai e fala, na lata, enérgico, algo como:

“É óbvio que essa queda acentuada não é normal e tem um motivo. Ela fez exame de sangue e já sabemos que, além de uma alergia, ela tem um tumor na cabeça, que estamos estudando melhor para vermos o tamanho e diagnosticarmos os melhores tratamentos. ”

Cara, engoli seco.

E ele, falando isso tudo com aquela cara de quem diz: “passa o sal, querida.”

E a mulher, em close, com um sorrisinho indecifrável.

E eu com cara de ponto de interrogação, olhando para a Oprah e pensando: gente, só eu que estou chocada?

Oprah acho que olhou pra mim, entendeu tudo, compartilhou do momento e, por isso ,disse uma coisa tipo:

“Só um parentêses, Dr. Oz. Gostaríamos de dizer que ela foi avisada antes sobre esse diagnóstico que Dr. Oz acabou de nos dar. Claro que não daríamos esse parecer ao vivo, sem antes ter conversado com ela e explicado tudo o que estamos explicando, assim como os tratamentos e tudo o mais. Não somos malucos“.

Pensei: eu e você não somos, Oprah.

Mas, Dr. Oz é.

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Medo.

Oprah ainda insistiu um pouco mais no assunto, querendo amenizar o clima e falando que, pelo que os exames indicavam, o tumor não era grave. Oz tentou segurar a onda também, dizendo que mais exames estavam sendo feitos e que tudo indicava que o tumor poderia ser tratado com remédios e sem cirurgias. E concluiu dizendo: se há alguma coisa errada com seus cabelos, fatalmente algo está acontecendo.

Quando pensei que tudo estava ok, ele arremata: ” não vê a quimioterapia? Logo age sobre os cabelos. Mas, que bom então que você, querida, fez o exame. Assim pudemos detectar o que tinha de errado com o seu corpo.”

(ai)

E eis que, para fechar com la llave de oro, a mulher, sem graça e claramente nervosa – com respiração ofegante, olhar estático e sorriso idem – olha para a câmera, mostra mais os dentes no sorriso esquisito e diz: “foi ótimo fazer o exame.  é, estou super feliz.”

?

Enfim, eu se fosse a mulher, tinha arrancado os cabelos do Dr. Oz.

Ao vivo.

Na Oprah.

 

Toda vez que vou na locadora, bate a compulsão e termino cedendo à promoção do “leve 3 lançamentos + 1 filme de cátalogo grátis e devolva em 3 dias”. Daí, entro num verdadeiro Festival do Final de Semana, com direito a muita pipoca, coca zero e chocolate.

 

Um dos filmes alugados no final de semana passado foi o primeiro DVD da série Lipstick Jungle, da mesma diretora de Sex and the City. O nome é péssimo, mas gostei da série, que estreou há pouco na Fox. Achei menos mulherzinha (ainda que seja) do que imaginava e as personagens são interessantes. O figurino é ótimo e os bons coadjuvantes fazem diferença.

 Wendy (Brooke) é alta executiva da indústria cinematográfica e uma das mulheres mais bem-sucedidas de NY, das que figuram em rankings das mais ricas. Workaholic e total líder, é mãe de dois filhos e casada com um homem dono-de-casa. Vive os dilemas de se dividir entre o dia a dia frenético da profissão e os afazeres de casa e tem que conviver com certas frustrações do marido, que, ao mesmo tempo que se orgulha dela, não convive bem com a certeza de que sempre viverá à sua sombra.

Nico (Kim Raver) é casada com o ex-professor de história (mais velho que ela) e, além de almejar uma promoção na revista de moda da qual é editora, vive um affair repentino, que termina virando mais que algumas noites de sexo com culpa. Introvertida e decidida, é minha personagem preferida até então.

Victory (Lindsay Price) é uma estilista que vive um péssimo momento profissional, depois de um desfile mau criticado. Dona do apartamento mais bonito da série e dos figurinos mais lúdicos, se envolve com um mega milionário sem nenhum pé no chão – e, aparentemente, sem nenhuma raiz familiar ou círculo de amigos.

 

Quando for devolver esse e os outros filmes, você já sabe o que vai acontecer… vou pegar o outro DVD de Lipstick e + 3 outros, voltando assim ao início do ciclo.

 

Queria que o meu dia tivesse mais horas.

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