Adoro desenhar e tenho inveja negra azulada de quem sabe pintar. Acho que mais do que transmitir um layout imaginário para a tela o que me deixa embasbacada é o controle dos movimentos, a solitária e disciplinada descoberta do traço e a coreografia das precisões e imprecisões na hora de imprimir no vazio cores e formas.

Quando vi o trabalho da Alyssa Monks, achei maravilhoso pensar nisso tudo. E logo me deu vontade de investir no desenho de novo, como nada mais do que exacerbar um pedaço do auto-conhecimento.

Em poucas palavras, a artista define seu trabalho em seu site:

When I began painting the human body, I was obsessed with it and needed to create as much realism as possible. I chased realism until it began to unravel and deconstruct itself. I am exploring the possibility and potential where representational painting and abstraction meet – if both can coexist in the same moment.

Lindo…

Passar um final de semana em SP é sempre divertido. Quando pequena, me falavam que era tudo cheio de trânsito, complicado, cinza, tumultuado. Bom, fora o cinza, aqui no Rio as coisas não são muito diferentes.

Depois de algumas ponte aéreas restritas a reuniões de trabalho, resolvi me dar ao luxo de passear por lá, sem lenço e sem documento, deixando apenas as vontades ditarem o caminho.

Bom, o primeiro deles foi a Liberdade. E, como você sabe: a Liberdade é e barata.

Morri com as embalagens. Vontade de comprar tudo!

Depois, o passeio pela Oscar Freire. A loja das Havaianas sempre tentadora e a Galeria Melissa com mais uma fachada digna de registro…

Uma surpresa boa foi a loja da Valisére: dividida em salas, cada uma com um estilo (básico, colorido, sexy, retrô) e VM impecável. Os provadores são imensos e lindos: a porta rosa pink tem um puxador dourado com formato da logo da marca e uma bandejinha de acrílico permite que a vendedora te ofereça peças, sem ter que abrir a porta, o que já é constrangedor sempre, ainda o mais em lojas de lingerie…

To pronta para a próxima conexão.

Eu amo as coisinhas da Granado. Entro na loja e fico louca mesmo, acho tudo lindo, o ambiente, as embalagens, adoro o cheiro... Então, esse ano quando abriu a oportunidade de fazer parte dos Blogs Parceiros da marca, me candidatei e… cá estoy.

Bom, voltado um pouco no tempo, um dos presentes mais fofos que ganhei ever foi uma cesta de presentes que, dentre otras cosas, tinha dois itens da linha Pink: um pozinho mágico para escalda-pés e a cera pra cutículas. Na sequência, comprei o óleo fortalecedor de unhas e virei fã (a coisa é real, fortalece!).

Agora, já dentro da parceria, o primeiro presente que recebi foi o creme para as mãos, da mesma linha. Só faltava ele para completar minha Pink experience…

Recomendo.

Desenhos sombrios e leves. Pode essa combinação? Sim, pode. A artista Fuyuko Matsui aposta nela para fazer essas pinturas perturbadoramente lindas:

Misto de sonho e pesadelo

Sempre achei naipes e cartas sedutores: mistério, suspense e sorte misturados. Um misto de livre arbítrio e destino. Esse baralho com desenhos da artista Monja Gentschow contribui ainda mais para essa minha queda pelo lado oculto e divertido das cartas.

Monja tem 25 anos e nasceu em Berlim. Como ela mesmo diz, suas influências são insônia, esquisitices, perfeccionismo, humor e sintonia.  Ela complementa: “What is the difference between design and art? It is like moving from the living room into the bedroom. Let’s say my work is a flat then. And I am a desartist.”

A edição do baralho assinado é limitada: apenas 200 sets foram feitos e podem ser comprados aqui, por 25 euros cada.

Fotos inspiradoras de Matthias Paul Hempt para já programar o espírito livre para 2012:

Sempre achei Kirsten Dunst incrivelmente linda. Olhos sonsos, feições estranhas e impressionante expressão corporal. Depois da transformação dela de anjo em demônio em Entrevista com Vampiro, ela ganhou altar de top musa da minha lista em Virgens Suicidas.

Acaba de sair um ensaio dela para a Another Magazine, com fotos do Mario Sorrenti. Schora.

A bicicleta sempre esteve presente no nosso dia a dia, associada a passeios lúdicos e leves e, de um tempo para cá,  tem sido forte cada vez mais forte o incentivo para usá-la como meio de transporte. Mas, o melhor que agora ela tem sido associada não só a férias ou opção eco, mas também a muito estilo.

Alguns blogs como o Cycle Chic comprovam que – ainda bem – nem todo biker precisa viver de dry fit e tênis. E as mil opções de cores para quadro, selim, protetores para saia e capacetes, como esses abaixo, deixam tudo muito atrativo.

capacete da yakkay

bike bag da hillary taymour

capa para capacete, da yakkay

sino da crane suzu

uma skirt guard incrível!

Depois dessas coisas lindas de se usar, descobri o blog Rides a Bike, com cada foto ótima, desde cenas de filme até imagens anônimas mesmo. Inspiração para os dias solares…

Peter Fonda e Sharon Hugueny

Li Bin e Gao Yuanyuahn

Brigitte Bardot e Jean-Louis Trintignant

Dorothy Malone

Humphrey Bogart

Virginia Mayo e Vera-Ellen

Desmaiei quando vi a coleção Expresso Paris-Bombain, da Chanel, apresentada essa semana no Grand Palais.  Luxo, poder e riqueza é pouco. Fico impressionada com a sensibilidade do Kaiser de transformar qualquer referência em roupas que são… Chanel, em sua essência. Jamais havia imaginado a combinação da marca com a Índia. Mas, como sempre, deu certo.

Isso sem falar o desfile-espetáculo, que aconteceu em meio a um jantar que tinha garçom para cada 4 pessoas, talheres de madrepérola sousplats de prata, porcelana branca, copos e candelabros de cristal e prata…

Então, tá, né?

Adoro ver álbuns de fotos antigas de família (minha e até dos outros). Minha vó nos deixou um incrível, capa dura verde, folhas de papel manteiga protegendo cada página, cantoneiras douradas e fotos em P&B em diversos cenários (jangadas no Nordeste, viagens pela Argentina e retratos de Copacabana nos anos 50) e  outras coloridas à mão, com ela ainda criança, ao lado dos vários irmãos.

Então, eu amei a ideia do tumbrl My Parents Were Awesome. Quem não curte entrar no túnel do tempo e constatar que, sim, nossos pais eram como a gente: adepto dos modismos e tendências da época, ainda que sem querer?! Peguei algumas fotos de lá e colo aí embaixo, com as devidas legendas.

Heinz

Jane & Charles

Simon & Laura

Kat & Paul

Dorothy & Budd

Sandra

Dan & Francesca

Dexter & Doris

Lembrei de quando vi uma foto de mommy e daddy em pleno anos 70, os dois de calça boca de sino e cintura alta. Ela, louríssima, com cabelão à la Farah Fawcett. E ele, super japa, sem abrir mão do ray ban. No fundo, o fusquinha dela. Vou tentar achar e postar aqui…