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Passei mal quando descobri o Style Rookie, blog da Tavi Williams, essa menina de 13 anos, apaixonada por moda, que posta as fotos dos looks que usa, com direito a ótimos textos. Só que são looks nada simples, no melhor estilo Dani Ueda: mix de texturas, cores, formas e comprimentos. Fora ver as fotos, ainda podemos ler seus devaneios sobre arte, moda e cultura em geral. Para você ter uma noção, dentre suas marcas/designer preferidos, estão Commes de Garçons,  Vivienne Westwood e Rodarte (de quem ganhou leggings de desfile, em agradecimento aos posts de admiração à marca).

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Os posts dela ainda citam outras referências bacanas e eternas, como Bob Dylan, Eddie Sedgwick e Neil Gaiman. Tem umas citações que envolvem ícones e personalidades muito antigos (ela adora anos 60) e isso é que torna a coisa mais impressionante. Dentre esses posts, tem um dizendo que ela cortou o cabelo e ficou “meio Mia Farrow“. É muita información para uma niña tão pequena.

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Li uma entrevista com ela na Interview , onde ela diz que posta tudo sozinha e que os pais dão apoio ao blog, mas não lêem sempre. A revista a entrevistou por telefone, acho que justamente para ter certeza de que Tavi é realmente uma garotinha (ainda que prodígio).

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Sketches e colagens de Tavi

A parte histórica é o que mais me interessa na moda. Adoro pensar nas peças adequadas ao tempo, na quebra de regras que algumas modelagens e novos comprimentos causaram e, antes de tudo, na roupa como meio de comunicação.  

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Quase sempre esquecemos do papel da lingerie na evolução do tempo. A exposição Undercover, em cartaz no Fashion and Textile Museum, traça essa linha: da lingerie usada por questões de higiene, até se tornar verdadeira aliada com o surgimento dos modelos shape control e evoluir para item de moda. 

untitledFoto: Fashion Bubbles

Na expo, você pode ver peças de marcas famosas - como Triumph, Dior, La Perla, Wonderbra – e peças como este corset, inspirado no papel de Lana Turner no filme Merry Widow.

corsetFoto: Fashion Bubbles

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Pra quem tem 30 anos, como eu, dá pra puxar a memória e lembrar do sutiã da avó, de lycra, simples, alça larga, sem bojo, cor da pele, para o dia-a-dia. E do de renda, preto, com recortes, para momentos sexy. Tudo ainda estilo anos 50, diva, Lana Turner, Elizabeth Taylor.

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E o sutiã com ombreira embutida que nossas mães usaram muito nos anos 80? A idéia era simular um ombro maior e, portanto, uma igualdade entre os sexos, principalmente no campo profissional. Como ícone dessa mulher-Wall-Street, sempre lembro de Sigourney Weaver em Uma Secretária do Futuro.

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E, claro, dá pra lembrar que, quando nós começamos a usar sutiã – e assistíamos, na hora do almoço, Chaves e Caverna do Dragão na TV - usávamos um top, simples, de lycra, reto. Hoje, quanto não tem de variedade para as pré-adolescentes, que, com certeza, estão mais ocupadas com as chapinhas do que com os desenhos animados?

E, se pararmos para olhar para o início da nossa década, tivemos mudanças grandes nas lingeries, com a valorização do busto e a onda do silicone: o bojo e o aro entraram pra sempre na nossa vida, além, claro, da diversidade de tecnologias a favor do nosso corpo.

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Hoje, quando você vai procurar um sutiã, se depara com mil categorias: esportivos, básicos, sexys, retrô, bem humorados, requintados, de luxo. E com variedades antes impensáveis, como tecidos que deixam a pele respirar mais livremente, cortes a laser, bojos com gel e recortes engenhosamente pensados.

As mudanças sociais e comportamentais, os novos ícones da mídia, a descoberta de novas tecnologias e a comunicação e marketing envolvidos nas mudanças no modo de ver, sentir e usar a lingerie geraram todas as transformações que vivemos (e que ainda vamos viver).

Ah! A expo em Londres vai até setembro.

Foi apenas um sonho, com Kate Winslet (April Wheeler) e Leonardo di Caprio (Frank Wheeler), começa com uma típica cena de amor à primeira vista, em meio a uma festa. O casal emenda olhares sedutores em um diálogo que remete às paixões aventureiras, imediatas, cheias de ideologia e sonhos, mas eternas.

foi apenas um sonho

Logo após essa primeira cena, saltamos para um casamento com dois filhos, uma carreira frustada como atriz, combinada à cansativa rotina de dona de casa  e o trabalho maçante de vendedor. Em poucos minutos, a sensação do final feliz-desde-o-começo é engolida por angustiantes ruídosdecepçõesdesavenças.

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Os Wheeler vêem sua vida cair na zona de conforto e, após anos de frustrações profissionais e conflitos, resolvem dar uma reviravolta e se mudarem para Paris, atrás de um recomeço. A idéia de um novo start motiva os dois e, por alguns momentos, revigora a relação.

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Em meio aos preparativos para a “viagem de suas vidas“, ela descobre estar grávida e ele recebe uma proposta de promoção no trabalho. Enquanto ela vive o dilema de ter ou não a criança, ele pensa na promoção como solução financeira para viagens e programas que acabariam com a rotina que entristece os dois. As dúvidas são, durante um tempo, vividas silenciosamente pelos dois. E, a partir do momento em que são compartilhadas, tornam-se conflitos dolorosos e determinantes.

foi apenas um sonho 2O casal recebe amigos que os consideram exemplo de casal perfeito

Do meio do filme ao final, muita angústia, incompreensão e medo, em diálogos pontiagudos, densos e crus. Medo das palavras ditas e ouvidas na hora errada, de deixar os desejos escondidos atrás das cômodas, de não ver a deterioração do tempo acontecendo no dia-a-dia.

Quando o filme termina, ficou pra mim uma mensagem: nunca deixe a vida cobrir os caminhos sonhados.

Num dia frio, a pregui impera. Mas, vale tentar driblar o sono e dar um passeio pelo Centro, no sábado, se deixando levar pelo tempo, entrando naquelas ruas “parisienses” , no melhor clima Rio Antigo, nas redondezas do CCBB.

Ontem, consegui vencer o edredon e conheci dois lugares ótimos. Um deles, foi o sebo Al-Farabi (que tanto já tinha ouvido falar, mas nunca tinha ido), comandado pelo cara que era dono do Beringela e que fica num casarão de 1865.

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Além de poder comprar vários livros bacanas, você pode tomar uma cerveja importada e almoçar pratos variados, que vão desde uma deliciosa feijoada até um medalhão de filé mignon, com purê de batatas e salada de favas com cogumelos. Tudo isso em mesinhas do lado de fora, com direito a ver a banda passar. Delícia.

Ao lado, tem a Brasserie Rosário, com pé direito alto, iluminação indireta e uma vitrine de doces tentadora. O espaço foi, em 1800, usado por Dom João VI como tesouraria do Império Português.

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Peça a mousse de chocolate com frutas vermelhas. E leve outra para casa.

Depois de ver o tempo passar, sem pressa, nesse corredor cultural-histórico-gastronômico, fomos ver as expos do Saint Laurent e da Virada Russa, no CCBB.

Mas, antes destas, logo na entrada, estão os espaços criados para a oficina de criação do Gondry: Rebobine, por favor. Muitas crianças e adolescentes encantados, gravando seus registros nos 13 espaços criados (tem bar, sala, cozinha, carro…).   Você se inscreve no workshop e depois, filma seu roteito. Depois, os filmes, com até 20 minutos de duração, serão exibidos no telão, no final do evento. O melhor é que várias pessoas ali, ontem, não estavam inscritas no workshop, mas filmavam suas histórias com os próprios celulares ou câmeras digitais. Criatividade à solta, fácil acesso para todos.

Quanto à expo do Saint Laurent e da Virada Russa:

- Quer ver um trabalho de alta costura, incrível?
- Já viu algum dos vestidos da coleção África? Imaginou ver de muito perto?

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- Já deu de cara com um Kandinsky? E um Filónov?
- Foi naquela exposição de cartazes russos, há anos, e ainda guardou aquela estética na cabeça?

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Como seria a abertura de Lost estilo Full House?

Se você via a série mais prega do mundo na Warner, como eu,  com as fofas, mas bem esquisitinhas irmãs Olsen, ver o vídeo é hi-lá-rio. Principamente nas cenas de Jack jogando golfe, Sayid rindo pra lourinha (esqueci o nome dela) e Hurley rebolando.

Peguei do Trabalho Sujo.

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Amei o novo comercial da Evian, com o slogan Live Young. No vídeo, vários bebês usando patins aparecem dançando, como na foto acima.

Olha:

Já me animei para a sexta-feira.

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Quem quer ser um milionário é um filme daqueles que te faz pensar em destino, amor, sobrevivência, perseverança e coragem.

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Filmado todo em Muambai, ele conta a história de dois irmãos – Jamal e Salim, super pobres e que têm que se virar sozinhos. Na fuga de ataques de uma guerra religiosa, eles  encontram Latika, que passa a acompanhá-los . Depois de catarem lixo e viverem nas ruas, os 3 são confinados e explorados por um capataz. Um dia, eles fogem, mas, Latika fica para trás.

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Anos depois, os dois vão atrás de dela, que some com Salim no dia seguinte. Depois de reviravoltas, Salim vira marginal e Jamal, o “rapaz que serve chá para operadores de telemarketing“.

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No resto do filme, Jamal procura o amor da sua vida. E, justamente para chamar a atenção dela e fazê-la vir ao seu encontro, ele decide participar do programa “Quem quer ser um milionário“. O objetivo, contrário ao de ganhar dinheiro, termina trazendo-a de volta e unindo os dois.

Parece clichê, mas o incrível desse filme é realmente deixá-lo longe de ser um. A fotografia é linda. Como na hora em que eles vêem, pela primeira vez, o Taj Mahal:

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Se não viu, veja.

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Ainda estou abalada pela perda de Michael Jackson. Quanto à vida pessoal, se era maluco, egocêntrico, pertubado, pra mim, é indiferente. O que ficou registrado foi a grandiosidade do trabalho, o estilo único e as idéias geniais.

Lembro que toda vez que ele lançava um clipe, o Fantástico trasmitia em primeira mão. Lá em casa ficávamos todos sentados no sofá, esperando, até o último bloco, ansiosos. Depois que o clipe passava e a gente recolhia o queixo do chão, a sensação era de: nunca vi nada igual e nunca verei.

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A sensação só durava até o próximo, quando ele vinha e surpreendia de novo. Lembro que o lançamento do clipe Black or White (1991), foi uma loucura. A gente  correu no dia seguinte para a Gramophone, para comprar o LP e não parávamos de ouvir. Os recursos de computação gráfica usados era algo que nunca tínhamos visto antes. Quando vimos a cena dos rostosquando se fundem, para depois se transformarem em outro – quase caímos para trás.  A capa de Dangerous é capítulo à parte: impressionante e assinada por Mark Ryden.

Hoje, revi o clipe de Scream, dele com a Janet. O investimento foi um dos maiores da história da música: ficou na casa dos 7 milhões de dólares. O clipe e a música estão longe de estar nos meus top-michael. Mas, na hora do break solo e na hora da dança em parzinho, você logo vê porque Michael é Michael.  Ninguém dança que nem ele.

Inegável: o cara era o rei do pop.

Todo registro de imagens traz histórias escondidas, sensações, respiros. Lembro quando vi uma MAG! beeem antiga, com Sheila Baum na capa, em tons esmaecidos e pose à la Tim Burton, e fiquei passada. E, quando li a intro, tudo ganhou  forma: as fotos (de Jacques Dequeker) tinham sido feitas num manicômio abandonado na Amazônia.

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Memorável.

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