Entrei numa onda de decorar e decorar há alguns anos, quando me mudei pela primeira vez. Agora, em nova-antiga casa, voltou tudo de novo: o olhar fixo no quarto vazio, a trena na mão e as várias revistas de decoração pela casa. Adoro a ideia de pintar, trocar móveis de lugar e imaginar novos espaços. A parede ganhou branco com nuance de lilás. A cama é um box baú, que foi uma mão na roda. Ainda não escolhi a persiana. Nem a mesa de trabalho. E está sendo uma delícia pensar nos próximos passos.

Mas, uma coisa que desanima é procurar móveis e eles serem uma fortuna ou padronizados em mdf branco, cinza… coisa chata! Assim como aprendi com as roupas (em muitas horas com Dani Ueda), o mix de texturas é o que torna tudo – até mesmo um monocromático – interessante e diferente.  Bom, desisti de comprar pronto e isso eu vou resolver com um marceneiro, deixando os centímetros programados reais e bonitos, e em feiras de antiguidades, onde a gente realmente consegue ver como os móveis também eram tratados como arte.

Enquanto isso, olho para a cabeceira inexistente da cama e penso: adesivo ou papel de parede? Então, quando vi no dcoração os papéis criados pela Catalina Estrada, desmaiei. São lindos, diferentes, realmente impactantes. Ame ou odeie – como todas as coisas fortes – e inesquecíveis – que vemos na vida.

Bacana foi também descobrir, depois de pensar que as imagens não me eram estranhas, que ela desenha estampas para a marca brasileira Anunciação, que tem uma loja linda – com moldura de vidro rosa e largo de carpas na frente – na Oscar Freire. #ficadica

Adoro a década de 70: a música, as roupas e, acima de tudo, o mobiliário. Era tudo MUITO kitsch, colorido, sem medo de ser feliz. Uma mix entre a herança do futurismo dos anos 60 e o pezinho já querendo entrar no over dos 80. Então, amei quando vi essas imagens, enviadas pelo André.

E a trilha sonora indicada para ver o post, claro, é a da abertura do That’s 70 Show, uma das melhores séries ever:

Sempre acreditei na moda como meio de comunicação e por isso leio e estudo o que posso sobre arte, comportamento, história, beleza e até psicologia e linguagem corporal. Adoro ver uma coleção feita com emoção e criatividade, vestindo diferentes pessoas, que são sensibilizadas por algo além de um tecido ou uma cor, mas por um conjunto de sinais e significados. É uma visão romântica, mas é esse cuidado em ser fiel à essência – que eu sei mesmo que é muito difícil com todos os desafios comerciais e ruídos do entorno e opiniões equivocadas – que me seduz, da mesma maneira, até hoje, nesse universo amplo e, ao mesmo tempo, tão restrito em alguns momentos.

Acho que com o tempo, com a idade, a gente tende a simplificar. As firulas ficam sem graça – viram firulas – e o foco é mais claro. Pizza de mussarela, sem catchup. Água. Hamburger sem molho especial. Camiseta preta, sim, por favor, e lisa. E um jeans raw. Com uma sapatilha flat. E essa edição natural dos sentidos faz a gente se aproximar mais do que é real, confortável e, por isso, verdadeiro. Seja o que isso signifique para cada um. Vale lembrar que não há regras (a camiseta preta e básica minha não é a sua. Fato).

Por conta disso tudo e mais alguma coisa, tem uma marca que tem me puxado pelos pés e pelas mãos: Fernanda Yamamoto. E isso acontece tanto pela inteligência das modelagens certeiras, quanto pela fidelidade em manter uma essência em todos os espaços da marca: proposta de coleção, passarela, escolha do local para a loja (Vila Madalena), curadoria do pdv (na loja são vendidas peças de outras marcas), programação visual, VM e atendimento.

A estilista começou no Rio Moda Hype e está no SPFW desde 2010. Suas maiores características são a modelagem incrível (vale lembrar que ela já trabalhou com Herchcovitch e Jum Nakao), a escolha de tecidos, que são misturados e trabalhados de maneira única, e os vários beneficiamentos especiais. A coleção inverno 2012 tem como tema as pinturas do Renascimento. Olha que bacana:

A coleção atual (verão 2012) tem como tema Raízes e trouxe uma parceria da estilista com a Hello Kitty/Sanrio. Quando soube disso, pensei: “gente, que solução ela vai dar?” Bom, missão anunciada, missão bem solucionada. E já tenho um exemplar aqui no meu guarda-roupa que ainda não é um closet dos sonhos, mas… tem os desejos que posso desfilar por aí.

na passarela...

...e na loja

Adoro desenhar e tenho inveja negra azulada de quem sabe pintar. Acho que mais do que transmitir um layout imaginário para a tela o que me deixa embasbacada é o controle dos movimentos, a solitária e disciplinada descoberta do traço e a coreografia das precisões e imprecisões na hora de imprimir no vazio cores e formas.

Quando vi o trabalho da Alyssa Monks, achei maravilhoso pensar nisso tudo. E logo me deu vontade de investir no desenho de novo, como nada mais do que exacerbar um pedaço do auto-conhecimento.

Em poucas palavras, a artista define seu trabalho em seu site:

When I began painting the human body, I was obsessed with it and needed to create as much realism as possible. I chased realism until it began to unravel and deconstruct itself. I am exploring the possibility and potential where representational painting and abstraction meet – if both can coexist in the same moment.

Lindo…

Passar um final de semana em SP é sempre divertido. Quando pequena, me falavam que era tudo cheio de trânsito, complicado, cinza, tumultuado. Bom, fora o cinza, aqui no Rio as coisas não são muito diferentes.

Depois de algumas ponte aéreas restritas a reuniões de trabalho, resolvi me dar ao luxo de passear por lá, sem lenço e sem documento, deixando apenas as vontades ditarem o caminho.

Bom, o primeiro deles foi a Liberdade. E, como você sabe: a Liberdade é e barata.

Morri com as embalagens. Vontade de comprar tudo!

Depois, o passeio pela Oscar Freire. A loja das Havaianas sempre tentadora e a Galeria Melissa com mais uma fachada digna de registro…

Uma surpresa boa foi a loja da Valisére: dividida em salas, cada uma com um estilo (básico, colorido, sexy, retrô) e VM impecável. Os provadores são imensos e lindos: a porta rosa pink tem um puxador dourado com formato da logo da marca e uma bandejinha de acrílico permite que a vendedora te ofereça peças, sem ter que abrir a porta, o que já é constrangedor sempre, ainda o mais em lojas de lingerie…

To pronta para a próxima conexão.

Eu amo as coisinhas da Granado. Entro na loja e fico louca mesmo, acho tudo lindo, o ambiente, as embalagens, adoro o cheiro... Então, esse ano quando abriu a oportunidade de fazer parte dos Blogs Parceiros da marca, me candidatei e… cá estoy.

Bom, voltado um pouco no tempo, um dos presentes mais fofos que ganhei ever foi uma cesta de presentes que, dentre otras cosas, tinha dois itens da linha Pink: um pozinho mágico para escalda-pés e a cera pra cutículas. Na sequência, comprei o óleo fortalecedor de unhas e virei fã (a coisa é real, fortalece!).

Agora, já dentro da parceria, o primeiro presente que recebi foi o creme para as mãos, da mesma linha. Só faltava ele para completar minha Pink experience…

Recomendo.

Desenhos sombrios e leves. Pode essa combinação? Sim, pode. A artista Fuyuko Matsui aposta nela para fazer essas pinturas perturbadoramente lindas:

Misto de sonho e pesadelo

Sempre achei naipes e cartas sedutores: mistério, suspense e sorte misturados. Um misto de livre arbítrio e destino. Esse baralho com desenhos da artista Monja Gentschow contribui ainda mais para essa minha queda pelo lado oculto e divertido das cartas.

Monja tem 25 anos e nasceu em Berlim. Como ela mesmo diz, suas influências são insônia, esquisitices, perfeccionismo, humor e sintonia.  Ela complementa: “What is the difference between design and art? It is like moving from the living room into the bedroom. Let’s say my work is a flat then. And I am a desartist.”

A edição do baralho assinado é limitada: apenas 200 sets foram feitos e podem ser comprados aqui, por 25 euros cada.

Fotos inspiradoras de Matthias Paul Hempt para já programar o espírito livre para 2012:

Sempre achei Kirsten Dunst incrivelmente linda. Olhos sonsos, feições estranhas e impressionante expressão corporal. Depois da transformação dela de anjo em demônio em Entrevista com Vampiro, ela ganhou altar de top musa da minha lista em Virgens Suicidas.

Acaba de sair um ensaio dela para a Another Magazine, com fotos do Mario Sorrenti. Schora.

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